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A chave das empresas na integração da vida profissional e pessoal

Conferência AESE-Executiva “Work & Life design”: as boas práticas e os melhores resultados obtidos em casos reais

O evento organizado em parceria com a Executiva, trouxe a lume um tema tradicionalmente caro à AESE: a conciliação dos vários aspetos da vida - a pessoal, a familiar e a profissional.

“É uma iniciativa que nos entusiasma”, referiu a Dean da AESE, Maria de Fátima Carioca, que sentiu que o tema foi tratado “com seriedade e em boa companhia”. Este facto fica a dever-se aos líderes, alguns dos quais foram oradores no evento, que impactam diária e positivamente as suas empresas em matéria de flexibilização. Cerca de 200 dirigentes e executivos marcaram presença na AESE, a 21 de fevereiro de 2018, para um debate inspirador.

A Prof. Maria de Fátima Carioca salientou a questão das novas tecnologias exigirem uma maior humanização do seu uso. A presença de gerações mais novas nas empresas, nativos digitais, apela a uma adaptação do modo de ser empresa e de fazer negócio. “É um verdadeiro desafio: esta nova forma de semos ambiciosos e de nos sentirmos mais realizados como profissionais e indivíduos”.


A liderança começa em ser dono de si próprio
Nuria Chinchilla, Diretora do Centro Internacional Trabalho y Familia/I Wil do IESE Business School e Professora da AESE Business School, despotelou o debate com a questão: Como podemos ajudar a que a empresa nos ajude?
A palavra de ordem de “O séc. XXI é flexibilidade”. As pessoas respondem a etapas da vida dinâmicas e as empresas devem tratá-las como seres completos, integrais.
Antes de mais, “a integração é um compromisso pessoal” . Nuria Chinchilla explica em que medida esta articulação evolui num triângulo em constante evolução. A família, a empresa e a sociedade são as variáveis que desafiam a pessoa, em si enquadradas num determinado contexto.
Todas as mudanças partem das decisões da própria pessoa. São necessárias capacidades de liderança de negócio, interpessoais e intrapessoais.
A Professora, que prefere referir-se à trajetória profissional como caminho, ao invés de carreira, cuja conotação conduz a uma competitividade agressiva, alerta para a necessidade de distribuir o tempo de acordo com os motivos que verdadeiramente movem e contribuem para dar sentido à missão pessoal: dos valores extrínsecos, aos intrínsecos e transcendentes. Que legado se pretende deixar?
A Prof. Nuria referiu micromudanças passíveis de serem empreendidas e com um impacto significativo na realidade. Note-se que a hiperconectividade atingiu em muitos casos a categoria de adição, gerando distúrbios de ansiedade, comportamentos irracionais e outros problemas de saúde.

Conselhos a registar:
•    Desfrutar o momento sem necessidade de “capturá-lo” para o partilhar nas redes sociais.
•    Estar atento ao mundo, sem se isolar.
•    Desfrutar de outras atividades.
•    Escutar verdadeiramente os outros, adquirindo o hábito de desligar o telemóvel em situações que requerem estar conectado aqui e agora.
•    Entre outras…

A hiperconectividade mina a criatividade. A França, a Alemanha, assim como outros países, optaram por legislar sobre a permanência do online no emprego. Contudo, Nuria Chinchilla sublinha que “a rigidez é inimiga da flexibilidade.” “É necessário estabelecer prioridades e cumprir a tarefa. A sensação de bem-estar depende da definição do que importa realmente para a pessoa”, distinguindo as tarefas de acordo com o grau de urgência e importância nos objetivos da Missão.

Numa entrevista paralela, a Prof. Nuria Chinchila resume a sua mensagem:




Foco nas pessoas, reflexo nas empresas

À intervenção da Prof. Nuria Chinchilla, seguiu-se um painel de boas práticas.
Sílvia Tinoco, da Liberty Seguros, salientou o papel do Administrador da empresa no patrocínio da conciliação trabalho e família. Elencou algumas das práticas acolhidas com mais sucesso na Família Liberty.

Salvador Lopez Orland, da Mundipharma, focou a sua conferência no valor da gestão individual das pessoas para trabalhar numa cultura de inovação e de liderança. Liberdade e confiança foram dois valores referidos com frequência como incontornáveis nos resultados obtidos pela empresa.

Sofia Mendonça, da McDonalds, partilhou os percursos profissionais de alguns dos 6200 colaboradores, de 162 restaurantes, que constituem o universo da organização. Gestão de tempo, bem-estar, soft skills e responsabilidade social são os fatores que sustentam o equilíbrio pessoal, profissional e familiar na McDonalds.  

João Tavares, da EDP,  diz ser a “soma das diferenças” que faz “ganhar o futuro”. O programa “Conciliar” tem cerca de 10 anos e foi, sobretudo, sobre essa boa prática que baseou a sua apresentação.

Paula Ferreira Borges, do Novo Banco, entende que o conceito de equilíbrio e balanço não é comum a todos. Trabalhar com propósito e reconhecer-se nos valores institucionais são os fatores críticos de sucesso para uma harmonização bem sucedida.

Luís Veiga da Costa, da Huf, deu o seu contributo, mencionando as medidas que têm sido implementadas para que os colaboradores alimentem a relação de pertença à empresa e como as suas famílias integram também este universo corporativo.


O evento terminou com um debate com os oradores, moderado pela Prof. Maria de Fátima Carioca, que incitou os convidados a manifestarem as suas opiniões sobre: como fomentar cultura de liderança, de confiança e de escuta das pessoas; as medidas mais revolucionárias no interior das suas próprias organizações e os obstáculos encontrados na implementação das práticas de flexibilização.

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