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A paixão por aquilo que se faz

Breakfast seminar “Um empresário com estrelas Michelin”, com José Avillez, Chef e CEO

Num ambiente exclusivo para Executivos, José Avillez regressou à AESE, desta vez na qualidade de orador. O Alumnus do GMP contou de forma informal e sistemática o início da sua carreira de empreendedor e os principais desafios que tem encontrado ao longo do percurso. 

Da direção do emblemático restaurante “Tavares Rico”, em Lisboa, à conquista das estrelas Michellin, José Avillez conduziu a conversa interpares, referindo a importância da paixão por aquilo que se faz, a relação com os sócios e com a sua equipa.

O Grupo Avillez tem somado espaços com identidade própria. José Avillez tem testado propostas gastronómicas especialmente pensadas para o Belcanto, Cantinho, Café Lisboa, as pizarias e o Mini Bar do S. Luiz. O objetivo é que "a mesma pessoa tenha a oportunidade de experimentar" a oferta, de acordo com os momentos e a companhia.

 

A origem do “Bairro
O grupo Avillez começou a crescer numa altura em que o Chiado estava abandonado, ainda no rescaldo do incêndio e da crise entretanto vivida. “Hoje nem se consegue imaginar o Chiado vazio.” “O crescimento acontecia, mas sem uma estratégia definida. Com 350 pessoas, hoje olhamos mais seriamente para o negócio. ”No GMP – o General Management Program da AESE -, vim aprender mais sobre gestão. Sobretudo aprendi a delegar, o que é sinónimo de confiar. Criámos uma equipa que partilha da minha paixão pela cozinha, muito organizada, com objetivos bem definidos.”

O grupo Avillez tem atualmente em mãos 6 novos projetos, nomeadamente um restaurante no Dubai, que será o primeiro desafio internacional.

Uma marca com nome próprio
José Avillez comentou a dificuldade que existe em dissociar a marca da sua pessoa. “Depois de ter filhos, comecei a preocupar-me com o legado que deixarei à minha Família.” Este é um fator que mostrou ser muito relevante na sua tomada de decisões.

A gestão das suas equipas
A Academia Avillez 3.0 surgiu no seu modelo de gestão pela necessidade que sentiu de criar entre as pessoas que trabalham com ele, um sentimento de  pertença. Trata-se de “uma academia informal para criar esta comunidade de modo a haver uma melhor integração num grupo.” Na sua própria aprendizagem, reconhece ter tido de “ganhar muita disciplina para aprender a dizer que não. À medida que o grupo cresce, a tomada de decisão tem de ser mais sistematizada. Fico satisfeito quando vejo uma decisão bem tomada e na qual não estive diretamente implicado.” Para isso, foi necessário mudar muito a forma de comunicar com as pessoas, ajustando-se à realidade e aos hábitos das novas gerações. E conclui: “numa empresa, as pessoas são o melhor e também o que dá mais trabalho gerir. As pessoas são determinantes para o sucesso das nossas empresas.”

À sua exposição, seguiu-se, como habitualmente, um momento de perguntas e respostas, muito animado e de grande proximidade entre os presentes.