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A transformação digital na banca

Sessão de continuidade, em antecipação à Assembleia dos Alumni AESE

“Na sequência da crise financeira, as instituições financeiras reduziram os custos, capitalizaram-se e melhoraram as políticas de RH e de risco para garantir que erros e situações passadas não se repetissem.” Na sessão de continuidade “Transformação digital da banca", Paulo Macedo, CEO da CGD, conduziu uma conferência com foco na revolução 4.0, mudança que se faz sentir também no setor. “Essa abordagem “back to basics" gerada pela crise, ainda que indispensável, levou os bancos a se concentrarem no "aqui e agora", em vez de olharem para o seu futuro. Paulo Macedo considera que “os CEO e os Conselhos de Administração querem deixar um legado, além de bons resultados. Querem que as suas empresas estejam preparadas para o futuro, que se constituam como "destinos de carreira“ e, por isso, a preocupação com estes temas. No seu entender, “a indústria bancária está a ser alvo de 4 forças principais”: o comportamento e as expectativas do consumidor, a revolução digital, a regulação exigente e os novos concorrentes e desintermediação.

Das tendências globais que se registam nos mercados financeiros, tem havido uma preocupação em fazer um “caminho para o digital”, facto que “apresenta um potencial elevado para a atividade dos bancos”, traduzida no aumento de receita  em cerca de 5 % - 20 %, na redução de custos e de tempos de resolução de problemas em cerca de 10 % - 25 % e no aumento de satisfação de clientes em cerca de 10 % - 20 %.

Paulo Macedo demonstrou a preocupação tida com as soluções de automatização e a robotização dos processos para uma maior eficiência do desempenho da instituição e do serviço apresentado.