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A vontade é o requisito básico da inovação

Almoço temático

Sensibilizar os dirigentes das empresas para a importância da inovação não é uma preocupação para o Prof. Joaquim Vilà, do IESE, na medida em que isso é evidente. Há que trabalhar o tema com quem reconhece valor e manifesta vontade de fazê-lo.

No almoço temático "10 mudanças na gestão da inovação”, Joaquim Vilà identificou as ideias chave que os líderes das empresas devem ter em atenção na hora de implementar mudanças nas suas empresas.

“A inovação é a alteração das regras do jogo para obter melhores resultados”, perante uma situação que geralmente constitui uma ameça.

“Para que haja inovação é preciso haver  um desenvolvimento tecnológico”, porém a natureza do negócio ditará o grau de sofisticação necessária em cada negócio. Da mesma forma não basta colocar as pessoas certas nos lugares correctos. O segredo consiste em “dotar as pessoas com a metodologia adequada” para que a inovação aconteça. Joaquim Vilà entende a inovação como um processo, que também requer um sistema e uma cultura de valores e de confiança próprios de cada organização. Se o objetivo é tornar os colaboradores mais inovadores, “temos de mudar a nossa foram de dirigir as nossas pessoas”.

Dispor de um departamento de inovação não é garante de inovação. A responsabilidade deve ser partilhada e é uma tarefa da qual o CEO não se pode alienar. “A inovação deve fazer parte da definição de objetivos d a equipa diretiva. O departamento de inovação pode ser um facilitador.”

“O tempo é o inimigo n.º 1 da inovação.” Para precaver o Professor alerta para a necessidade de criar espaços dedicados à inovação, onde imperam regras de jogo próprias e distintas da gestão quotidiana.” “Os números são fundamentais para a inovação , mas não se chega à inovação pelos números” , afirma Vilà que terminou a sua intervenção declarando “o fim” do director de inovação. Na verdade, a inovação é uma tarefa que cabe a todos, sobretudo aos dirigentes com mais poder de decisão e de liderança na empresa.