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As empresas como espaços para desenvolver virtudes humanas

Entrega dos diplomas ao 15.º Executive MBA AESE

O 15 de julho foi um “dia de muita alegria para todos nós que trabalhamos no programa MBA da AESE.” O Diretor do Comité do Executive MBA AESE, o Prof. Adrián Caldart, saudou os finalistas: “A vossa formação representa o concretizar de um projeto onde todos se empenharam ao máximo e onde a equipa do MBA trabalhou com muito entusiasmo, dedicação e alegria.” “Gostaríamos que, após estes dois anos, a AESE tenha sido capaz de vos influenciar, para que durante a vossa vida profissional abordem as vossas tarefas empresariais e diretivas, atuais e futuras, com uma profunda convicção num ideal: o de lutar para que as organizações onde trabalharem sejam espaços para desenvolver as virtudes humanas.” “A partir da AESE, desafiamo-vos a que lutem para propiciar comunidades de trabalho guiadas por ideais nobres, com a fé de que estes acabarão por irradiar-se dentro e fora da organização numa espécie de círculo virtuoso, ou como dizemos em Política de Empresa I, efeito de rede.

O sucesso além das performances individuais
Paulo Mesquita, eleito Presidente do 15.º Executive MBA AESE, falou em nomes dos colegas:
“Este foi um desafio superado, porque o nosso espírito de grupo e de união esteve acima das performances individuais. Desejamos que assim continue e que efetivamente não terminem hoje as fortes ligações que criámos entre cada um de nós e que criámos com esta Escola e com esta comunidade escolar.
Permitam-se assim o atrevimento e sem fazer nenhuma matriz, de resumir e traduzir em três palavras uma variável diferencial, uma capacidade e um resultado do nosso MBA: amor, conhecimento e felicidade.

Valores que distinguem um líder
A esta intervenção, seguiu-se a oração de sapiência, este ano levada a cabo por Nuno Amado, Presidente do Conselho da Administração do MillenniumBCP. Na sua mensagem, destacou “o valor do trabalho: é absolutamente essencial. Não é tudo, mas é absolutamente fundamental para o nosso desenvolvimento, da comunidade e a comunidade começa na família e acaba numa comunidade muito mais ampla de pessoas, de gentes e de interesses.” Todavia, “não basta o trabalho, há que estar preparado e, portanto, o valor da educação é paralelo e absolutamente fundamental.” O “valor da ética e dos bons princípios” foi outra questão levantada, na medida em que: “podemos trabalhar muito, ter uma ótima educação e o sentido ser errado. É o sentido que conta.” “No trabalho de equipa, o importante é o bom espírito. Diria que estes princípios são os da AESE e são meus, ou que tento sejam meus.”
Nuno Amado fez de seguida uma revisão dos marcos mais importantes do setor bancário, atendendo ao endividamento excessivo dos bancos, da banca e da economia, que conduziram à crise vivida. “O fator que considero o mais importante, é a governance.” “O desafio europeu no setor bancário é um desafio muito complexo. Não só, se calhar, no setor bancário, mas a Europa está numa fase de transição, somos uma zona económica que tem uma moeda única, mas que não tem um orçamento centralizado. É uma zona económica e política ainda em afinação e a minha perspetiva é que nesta fase de transição, especialmente no setor bancário, os riscos são muito maiores do que aqueles que deveriam ser, se a construção tivesse sido feita com a integração e os mecanismos adequados.
É preciso ser resiliente e pragmático. As dificuldades são sempre muito mais difíceis de superar do que nós pensamos e a resiliência e o pragmatismo são absolutamente essenciais. Às vezes, falta-nos essa caraterística. E a outra expressão que utilizo é: a sorte dá muito trabalho. Obviamente é preciso um bocadinho de sorte, mas sem trabalho é muito difícil ter essa sorte.” “Em conclusão, creio que os desafios que a minha organização enfrenta e o país enfrenta, são complexos e não são novos, alguns deles, outros são novos, os da União Europeia são novos. Mas temos, como povo, de ter a capacidade de acreditar, de planear e executar adequadamente.”


E o vencedor do Prémio é…
A cerimónia não terminou sem a notícia do vencedor do Prémio Maria do Rosário Cardoso Borges, que consiste no reconhecimento ao melhor aluno que se distinguiu na área do Fator Humano: Hugo Pinto, da Deloitte.