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Direção por Missões

People & management

José António Porfírio, Partner DPMC Portugal, e Carlos Rey, Sócio e fundador DPMC Espanha, foram os oradores convidados no ciclo “People & Management”, subordinado ao tema “Direção por Missões”. Este encontro com Diretores de Recursos Humanos e gestores de talento serviu o propósito de avaliar casos de sucesso de empresas que adotaram a Direção por Missões, assim como os obstáculos e os benefícios encontrados.

Carlos Rey sublinha que “quando relacionamos Direção por Missões e Estratégia, o importante é perceber a ligação entre o modelo de negócio e a missão. O mais importante é ver como da missão saem modelos de negócio inovadores, como a missão nos ajuda a sermos criativos e a sermos coerentes com os nossos valores para gerar um modelo de negócio. Isto pode ser visto em grandes empresas, por todo o mundo, que o souberam fazer. A Google, a Amazon, a Apple… são empresas que não só souberam gerar um modelo de negócio que dá dinheiro, como souberam ligá-lo a essa missão. Portanto, a ligação entre Direção por Missões e Estratégia está no modelo de negócio. Como se entende a nossa forma de criar valor e de captar valor e como oferecer este valor à sociedade.”

Alinhar as estratégias pessoais dos colaboradores das organizações com a própria estratégia da organização é um desafio a que a Direção por Missões tem sabido responder. A coesão corporativa e o rendimento da organização são indicadores ilustrativos das vantagens desta metodologia. “A Direção por Missões”, para José António Porfírio, “tem muito a ver com a liderança dentro das organizações e a capacidade de alinhar as organizações. E, muitas vezes, aquilo que nós verificamos é que os próprios CEOs e administradores, as pessoas, os principais responsáveis pela missão, muitas vezes não se reveem na missão que está definida, ou então não a partilham.

Temos verificado em muitas empresas, que a missão não é pública, não é divulgada, é uma missão implícita. Isso leva a que a missão não possa cumprir a sua função. Portanto, o grande desafio é, em primeiro lugar, interiorizar aquilo que é a missão, vestir a camisola da missão e levar as suas equipas a trabalhar no sentido da missão. E é aqui que entram as missões pessoais.

As missões pessoais dos colaboradores podem de facto ajudar à prossecução da missão da organização, como é que a interiorizam, como é que vestem a camisola da empresa e onde é que sentem que estão a contribuir para a missão da organização.”


Numa entrevista sobre o tema, os oradores destacam a motivação como o pilar fundamental para o alinhamento estratégico, os principais erros e formas de medir o ROI.




Legenda da fotografia
Catarina Heleno, responsável pelo Career Management da AESE, Prof. Carlos Rey, Nuno Martins, Bernardo Figueiredo e José António Porfírio, da DPMC Portugal, e o Prof. José Fonseca Pires, da AESE.