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É possível Portugal crescer em competitividade?

Evento sobre o Global Competitiveness report do WEF

Com a auscultação em curso dos empresários e executivos sobre o ponto de situação da economia e da competitividade portuguesa no último ano, a AESE organizou um evento preliminar de balanço e de esclarecimento sobre o Global Competitiveness Report. O objetivo foi o de "alinhar perspetivas positivas à volta dos principais protagonistas pelas próximas transformações do contexto macroeconómico nacional", como pormenorizou o Presidente da AESE, o Prof. José Ramalho Fontes. "Em primeiro lugar, contando com a disponibilidade de tão altos representantes do governo da nação para nos ajudarem a olhar para o futuro com mais otimismo, presença que agradeço vivamente. Depois, com a colaboração de alguns empresários e dirigentes da sociedade civil nos painéis, que nos ajudarão a ter ‘ter os pés na terra’ como lhes é próprio."

Na sessão, António Correia, Partner da PwC, apresentou as realidades e as tendências de Portugal nos últimos relatórios. Seguiu-se a análise de Ilídio Serôdio, Presidente da Proforum, do modo como se constroem as pontuações, considerando a importância e as limitações das respostas ao questionário.

A visão do FAE - Fórum das Associação dos Empresários foi comunicada por Luís Filipe Pereira, Presidente da instituição. Sendo um dos interlocutores com o WEF, juntamente com a Proforum, realçou ser fundamental a opinião dos CEOs no retrato do país e na projeção da imagem internacional para atrair investimento internacional.

 

Competitividade e Crescimento
No painel sobre Competitividade e crescimento, foram ouvidos empresários como Nuno Freire Pires, Administrador do Grupo Pestana, e José Paulo Duarte, CEO dos Transportes Paulo Duarte. O Ministro da Economia apresentou as principais preocupações do governo sobre esta matéria e as medidas em que tem estado a investir para alcançar melhores resultados nacionais.

 

Ambiente de negócios e reforma Administrativa
O Ambiente de negócios e a reforma Administrativa foi o mote para o painel que contou com o comentário de Maria Manuel Leitão Marques, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, promotora de uma alteração cultural com fim à desburocratizacão e à simplificação dos processos da atividade empresarial, que teve a sua origem no Simplex. O objetivo capital consiste em dar prioridade às questões mais simples de solucionar e que afetam mais cidadãos. Não é um desígnio simples, mas o empenho da Adminsitração pública e a capacidade de colaboração do governo na integração e inovação coordenam-se para tornar Portugal mais competitivo.

Pedro Dias, Presidente da AMA (agência para a modernização administrativa) detalhou a forma como a tecnologia se encontra ao serviço das pessoas e das empresas, numa lógica de comunicação integrada.

Vítor Rodrigues, da Magic Beans, acrescentou uma reflexão sobre o tema, à luz da sua experiência de empreendedor. Na sua intervenção comentou que no tempo utilizado na resolução de questões administrativas não se encontra a fazer negócio e a criar riqueza para o país. Destacou os aspetos mais significativos na sua atividade e várias sugestões práticas de melhoria da Administração Pública.

 

Finanças Públicas e Capitalização
As Finanças públicas e a capitalização foram abordadas por Fernando Rocha Andrade, secretário de estado dos Assuntos Fiscais, por Pedro Siza Vieira, capitalização das empresas e competitividade (EMCE) e José Luís Simões, presidente do grupo Luís Simões.

O secretário de estado mencionou as várias decisões que tem vindo a tomar relativamente a questões do novo regime alfandegário e tesouraria, entre outros. “É preciso ser seletivo nas medidas de redução de impostos, porque o orçamento é reduzido, simplificando a vida às empresas.”

Dentro da limitada margem de manobra orçamental, o esforço foi optar por medidas cirúrgicas com impacto na capitalização das empresas e competitividade.

Pedro Siza Vieira e José Luís Simões comentaram como respondem às atuais responsabilidades exigidas pelo governo e aproveitaram a oportunidade para deixar algumas recomendações de forma a tornar mais eficientes os processos, sem prejuízo da criação de riqueza a que as empresas se propõem.


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