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"Eu no comando", por Miguel Caeiro

International Career Management

Miguel Caeiro arriscou partir para fora por conta própria. Contou a sua extraordinária experiência no evento "International Career Management", na AESE Business School, assumindo o comando da sua expatriação, sem o suporte de uma empresa.

Tomada de decisão
Viveu 20 anos do seu percurso profissional em Portugal, em corporações de média e grande dimensões, tais como a Unilever, a Portugal Telecom e a Impresa.

Em jeito de balanço, assumiu ter errado por não ter optado sair da sua zona de conforto mais cedo, uma decisão que lhe pôs termo à carreira de dez anos numa multinacional, onde já era Diretor de Marketing há 5 anos.

O que o levou a alterar a sua atitude? Depois de mais duas experiências em grandes empresas Portuguesas, de cinco anos a liderar uma instituição financeira detida maioritariamente pelo governo espanhol e após uns episódios menos felizes relativos a uma possível promoção, resolveu largar tudo e investir numa pequena agência de Marketing e Consultoria - já com a perspetiva de partir para o Brasil - destino com o qual já se tinha cruzado várias vezes.


Planeamento
A coincidência dos 40 anos, a situação e o contexto do mercado português em 2010 contribuíram para que o futuro se afigurasse assustador. No mercado Português sentiu-se “velho” aos 40 e sem espaço de progressão. Também não imaginava aposentar-se aos 55/60 anos e sim a trabalhar até morrer.

O Brasil surgiu como o passo seguinte. Estudou esse "mercado fascinante" e investiu num network que o ajudasse a conhecer o terreno que pisava.


Os desafios
Ninguém lhe tratou da parte fiscal nem da escola dos filhos… Miguel partiu sozinho para o Brasil, em 2011, deixando a família em Portugal, que se juntaria 12 meses depois.

A aprendizagem pessoal, a abertura ao mundo que atualmente proporciona aos filhos e a história que enquanto casal conseguiram construir, resulta numa “riqueza extraordinária”, em que “cada vez menos interessa a parte financeira”.

Após três anos com empresa própria - com alguns altos e alguns baixos e muitas alegrias e preocupações - resolveu fechar a empresa e voltar ao mundo corporativo, onde se sente mais “peixe na água”.


Conselhos
Miguel Caeiro sintetiza as principais lições aprendidas da seguinte maneira:
•    Há que contrariar a tendência portuguesa de evitar sair da sua zona de conforto: a “prisão” ao crédito habitação não ajuda.
•    A experiência de expatriação através de uma grande empresa é cada vez menos frequente e tem tendência a desaparecer; o leque de mordomias de antes é atualmente uma raridade.
•    Hoje em dia, quem tem de procurar oportunidades é o próprio profissional e o desenho da sua carreira está nas suas mãos, em termos de geografias, de setores de atividade e de limites. É cada vez mais preciso agarrarmos o nosso destino e sermos dono dele. No fundo, a chamada empresa “paternalista” já não ocupa lugar neste século.


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