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Liderar para transformar

Conversas deVida com Miguel Maia, CEO do Millenniumbcp

Lisboa, 12 de abril de 2019
Conversas deVida com Miguel Maia, CEO do Millenniumbcp
Liderar para transformar
Para se liderar e concretizar uma transformação, o segredo passa por mobilizar o talento. Quem o diz é Miguel Maia, CEO do Millenniumbcp em Portugal, convidado das Conversas deVida do Executive MBA AESE, a 12 de abril de 2019.
Antes de revisitar a sua trajetória profissional, Miguel Maia lembrou “a dívida que tem para com a AESE”, enquanto Alumnus. Ao ser convidado a integrar a Alta Direção do Banco, foi-lhe proposto fazer o PADE - Programa de Alta Direção de Empresas - um investimento que lhe permitiu fazer uma pausa para refletir e manter o espírito aberto à aprendizagem, contrariando a tendência de “afunilar” a perspetiva de abordagem, na tomada de decisão no dia a dia de um Dirigente.
O percurso de sucesso que tem trilhado no Millenniumbcp, deve-se em muito à postura de Miguel Maya, e ao facto de acreditar que “as coisas têm que ser merecidas, conquistadas”, num mundo em que nada é certo ou garatido. 
Depois de uma experiência no setor industrial, o Millenniumbcp surge como o seu segundo emprego. Apesar do sonho de ser empresário, “fiquei sempre tão entusiasmado com o que estava a fazer, que fui assumindo os desafios que me foram sendo apresentados.” “Outro fator aliciante” no Banco, era fazer a carreira mundando de área, “obrigando-nos a sair da zona de conforto, de 3 em 3 anos” e aprender novas lógicas de direção. Numa dessas missões, Miguel Maya esteve 3 anos em Barcelona, tendo regressado posteriormente a Portugal.
O retrato atual da instituição
O Milleniumbcp passou por um período de grande transformação, que Miguel Maya acompanhou de dentro. Hoje pode dizer que “tem uma operação importante internacionalmente”, contando com 15 929 colaboradores, 1101 sucursais, estando consolidado em Portugal, mas usufruindo de uma base acionista multigeográfica.
“Depois de uma fase difícil que o banco atravessou de 2013 a 2017”, Miguel Maya destaca o papel chave desempenhado pelos colaboradores. “Há um compromisso das pessoas que é notável e que garantiu a reestrutração e permitiu abrir um novo ciclo no banco, em 2018. O resultado líquido do banco subiu de 186,4 (2017-2018) para 301,1 M€.
Algumas lições de liderança
Para 2021, a estratégia consiste no crescimento do negócio, na criação de valor e na qualidade dos ativos. “As pessoas têm que ter um propósito, um sonho”, “têm que sentir que trabalham numa organização na qual se valorizam e que o seu trabalho valoriza a instituição. O trabalho em equipa é absolutamente indispensável.”
Sobre a escolha dos líderes, Miguel Maya assegura que “o líder tem que ser respeitado na instituição. E a coesão é o fator aglutinador dos elementos que constituem a equipa. O mérito e a visibilidade de cada uma das primeiras linhas deve ser reconhecido pela organização e ter bem claro o enquadramento do contexto, os desafios e o que se espera da pessoa em concreto: “Os KI’s são exigentes, realistas, negociados no momento incial e revistos regularmente.” 
As competências e o quadro de valores profissionais é essencial no mundo global. O convidado referiu a necessidade de adaptar o serviço à matriz de valores ao cliente, sem que a personalização do serviço implique perder a identidade do banco. 
“Os modelos hierárquicos assentes em “comando e controlo” revelam-se atualmente insuficientes pois não fomentam processos colaborativos e ágeis necessários aos tempos de forte mudança” que se vivem. Por isso, “o respeito pela diversidade cultural das pessoas, a credibilidade, a colaboração, a influência interpessoal, a competência de comunicação, a resiliência e a inteligência emocional/ adaptativa são cruciais na liderança de um equipa.”  
“A cultura é o grande desafio da reengenharia da mudança, nomeadamente na adaptação à era digital. Isto também passa pela mudança da forma para trabalhar. O chefe hoje em vez de dar a resposta tem de ter a capacidade de fazer as perguntas certas. É preciso aprofundar as causas, indo à raiz dos problemas para solucioná-los na origem e para que não se volte a repetir o erro no futuro.”
À sua apresentação, seguiu-se um período de perguntas colocadas pelos participantes nas 17.ª e 18.ª edições do Executive MBA AESE.

Para se liderar e concretizar uma transformação, o segredo passa por mobilizar o talento. Quem o diz é Miguel Maia, CEO do Millenniumbcp em Portugal, convidado das Conversas deVida do Executive MBA AESE, a 12 de abril de 2019.

Antes de revisitar a sua trajetória profissional, Miguel Maia lembrou “a dívida que tem para com a AESE”, enquanto Alumnus. Ao ser convidado a integrar a Alta Direção do Banco, foi-lhe proposto fazer o PADE - Programa de Alta Direção de Empresas - um investimento que lhe permitiu fazer uma pausa para refletir e manter o espírito aberto à aprendizagem, contrariando a tendência de “afunilar” a perspetiva de abordagem, na tomada de decisão no dia a dia de um Dirigente.

O percurso de sucesso que tem trilhado no Millenniumbcp, deve-se em muito à postura de Miguel Maya, e ao facto de acreditar que “as coisas têm que ser merecidas, conquistadas”, num mundo em que nada é certo ou garantido. Depois de uma experiência no setor industrial, o Millenniumbcp surge como o seu segundo emprego. Apesar do sonho de ser empresário, “fiquei sempre tão entusiasmado com o que estava a fazer, que fui assumindo os desafios que me foram sendo apresentados.” “Outro fator aliciante” no Banco, era fazer a carreira mudando de área, “obrigando-nos a sair da zona de conforto, de 3 em 3 anos” e aprender novas lógicas de direção. Numa dessas missões, Miguel Maya esteve 3 anos em Barcelona, tendo regressado posteriormente a Portugal.


O retrato atual da instituição

O Milleniumbcp passou por um período de grande transformação, que Miguel Maya acompanhou de dentro. Hoje pode dizer que “tem uma operação importante internacionalmente”, contando com 15 929 colaboradores, 1101 sucursais, estando consolidado em Portugal, mas usufruindo de uma base acionista multigeográfica.“Depois de uma fase difícil que o banco atravessou de 2013 a 2017”, Miguel Maya destaca o papel chave desempenhado pelos colaboradores. “Há um compromisso das pessoas que é notável e que garantiu a reestruturação e permitiu abrir um novo ciclo no banco, em 2018. O resultado líquido do banco subiu de 186,4 (2017-2018) para 301,1 M€.

Algumas lições de liderança
Para 2021, a estratégia consiste no crescimento do negócio, na criação de valor e na qualidade dos ativos. “As pessoas têm que ter um propósito, um sonho”, “têm que sentir que trabalham numa organização na qual se valorizam e que o seu trabalho valoriza a instituição. O trabalho em equipa é absolutamente indispensável.

”Sobre a escolha dos líderes, Miguel Maya assegura que “o líder tem que ser respeitado na instituição. E a coesão é o fator aglutinador dos elementos que constituem a equipa. O mérito e a visibilidade de cada uma das primeiras linhas deve ser reconhecido pela organização e ter bem claro o enquadramento do contexto, os desafios e o que se espera da pessoa em concreto: “Os KI’s são exigentes, realistas, negociados no momento inicial e revistos regularmente.” As competências e o quadro de valores profissionais é essencial no mundo global. O convidado referiu a necessidade de adaptar o serviço à matriz de valores ao cliente, sem que a personalização do serviço implique perder a identidade do banco. “Os modelos hierárquicos assentes em “comando e controlo” revelam-se atualmente insuficientes pois não fomentam processos colaborativos e ágeis necessários aos tempos de forte mudança” que se vivem. Por isso, “o respeito pela diversidade cultural das pessoas, a credibilidade, a colaboração, a influência interpessoal, a competência de comunicação, a resiliência e a inteligência emocional/ adaptativa são cruciais na liderança de uma equipa.”  “A cultura é o grande desafio da reengenharia da mudança, nomeadamente na adaptação à era digital. Isto também passa pela mudança da forma de trabalhar. O chefe hoje em vez de dar a resposta, tem de ter a capacidade de fazer as perguntas certas. É preciso aprofundar as causas, indo à raiz dos problemas para solucioná-los na origem e para que não se volte a repetir o erro no futuro.”

À sua apresentação, seguiu-se um período de perguntas colocadas pelos participantes nas 17.ª e 18.ª edições do Executive MBA AESE.