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Na Empresa Familiar “não é o meu, ou teu - é o nosso!”

“Construir o futuro: programa de check up” para Empresas Familiares

A AESE organizou um seminário a pensar nos dirigentes das Empresas Familiares, com o foco voltado para o desafio da comunicação.

O Prof. Luís Manuel Calleja trabalhou um caso de estudo com os participantes, fazendo-os sentir o dilema dos decisores, no momento da tomada de decisão no contexto de uma empresa familiar, que é, simultaneamente, uma família empresária.


“Há uma identidade que nos distingue e que tem história!”
Joana Queiroz Ribeiro, Head of People & Organization da Fidelidade, desde 2015, centrou-se na resposta a dar aos desafios atuais da Comunicação Interna e como tirar partido do facto de uma empresa ser familiar, no desenho da sua proposta de valor. “É a Comunicação interna que irá determinar o que os colaboradores pensam e sentem acerca da proposta de valor da sua Organização e o que comunicam para FORA! É por isso tempo para agir!” Com base nos dados apresentados n’ A bi-annual internal communications survey, da Inside IC 2016: uma comunicação interna eficaz conduz a um aumento em 40% na satisfação e no compromisso dos colaboradores, 36% no desempenho global da organização e 30% na produtividade.

Nas empresas familiares, “há uma identidade que nos distingue e que tem história!”. Joana Queiroz Ribeiro destacou “o Propósito e os Valores bem enraizados”. “Cada um tem o seu papel, todos são importantes e são valorizados. O “Chefe de Família” é acessível a todos. Há confiança, uma cultura de partilha (em que não é o meu, ou teu - é o nosso! É um legado que é alimentado por todos) e uma partilha/celebração dos sucessos individuais.”


O óleo que faz funcionar a máquina
“Será que ter um funcionário “desinformado” poderá ser produtivo? Ter informação é ter poder ou o poder reside na capacidade de informar os outros?” Estas foram algumas das perguntas que deram o pontapé de saída à reflexão proposta pelo Pedro Alvito, Senior Teaching Fellow da AESE.

“A forma como organizo a minha empresa é que me permite dar resposta às solicitações do mercado. Por outro lado, não basta ter a organização. A comunicação interna (horizontal e vertical) é o que une a empresa: é o óleo que faz funcionar a máquina. “O conhecimento e a informação partilhada é a base do sucesso de uma empresa.”

Pedro Alvito alertou para alguns dos perigos que afetam a comunicação nas Empresas Familiares, dos quais se destaca a tendência de relegar para 2.º plano a comunicação interna estruturada dado as pessoas atuarem como uma família”. Confundir e misturar os locais e os temas a tratar, assim como a inexistência de uma definição funcional clara dos membros da família perante os próprios e perante a empresa, são outras ameaças listadas. “É preciso entender e dirigir o negócio com profissionalismo, tendo em vista não só a sua produtividade como a sua visibilidade interna e externa.”


Uma comunidade de pessoas que lutam por um bem comum
A Prof.ª Maria de Fátima Carioca abordou a questão da coesão e da adaptabilidade nas empresas familiares e nas famílias empresárias, destas comunidades de pessoas, que têm um negócio e um bem comum pelos quais lutar. A Professora referiu a importância de encarar o negócio e a família como contextos que “potenciam o crescimento das pessoas” envolvidas.


“Não ceda à tentação de ocultar ou de mentir.”
Para compreender como tem evoluído o mundo dos media e a melhor forma das empresas se relacionarem com os jornalistas, a AESE convidou Nicolau Santos, Presidente da Agência Lusa.

Como “o segredo é a alma do negócio”, Nicolau Santos sublinhou a necessidade de se comunicar bem, para dentro e para fora. A sustentabilidade das empresas é um tema que atrai a atenção do mercado, que não se contenta com os relatórios de demonstração de resultados.

Numa entrevista da AESE, Nicolau Santos explicou porque “Comunicar passou a ser uma exigência do cargo do gestor”, e porque não devem as empresas ceder à tentação de ocultar ou de mentir” nas declarações prestadas aos media.

Após a sua conferência em aula, seguiu-se um período de perguntas e respostas, entre os participantes e o orador. 


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Comunicação nas Empresas Familiares