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Portugal mantém em 2019 a 34.ª posição no Ranking Mundial de Competitividade GCI 4.0

Apresentação do Global Competitiveness Report do WEF – World Economic Forum.
Uma parceria PROFORUM, FAE e AESE 

Na sequência da alteração profunda, realizada em 2018, da metodologia que era seguida pela World Economic Forum desde 2006, agora com a inclusão da Economia 4.0:

PORTUGAL MANTEVE em 2019, no conjunto de 141 países estudados, a 34ª posição no RANKING MUNDIAL DE COMPETITIVIDADE GCI 4.0, tendo também a pontuação (score) subido de 70,2 para 70,4 (em 100), atingindo o score equivalente que Portugal tinha em 2003.
Também não ultrapassámos, nem fomos ultrapassados, por nenhum País, este ano, mantendo-nos ao lado do Chile (33º) e da Slovenia (35º).
O Ranking Global Competitivity Index 4.0 do World Economic Forum, os seus detalhes e análise serão divulgados pela PROFORUM, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia e pelo FAE, Forum de Administradores e Gestores de Empresas, no decorrer de uma sessão pública que tem lugar na AESE Business School em Lisboa, no dia 09 de Outubro de 2019, quarta-feira, a partir das 10:30.
Houve dos empresários 149 respostas validadas, no Inquérito de Opinião (EOS, Executive Opinion Survey), realizado nos primeiros meses do ano. 
Nota: Não houve a tradicional listagem das preocupações dos empresários…apenas podemos ver os piores indicadores em que nos colocam abaixo da 100.ª posição nos 141 países, que são os mesmos do ano passado e com idêntico posicionamento:
LOW 100 2018 2019
Complexidade de tarifas             112 113
Eficiência em disputas legais           116 113
Impostos laborais             117 115
Mobilidade Laboral                116 120
Non Performing Loans           112 121
Contratação/despedimentos           121 121
Ratios de capital da Banca             108 123 
Solidez da Banca 127 125

Na sequência da alteração profunda realizada em 2018 da metodologia que era seguida pelo World Economic Forum desde 2006, agora com a inclusão da Economia 4.0:

Portugal manteve em 2019, no conjunto de 141 países estudados, a 34.ª posição no ranking mundial de Competitividade GCI 4.0, tendo também a pontuação (score) subido de 70,2 para 70,4 (em 100), atingindo o score equivalente que Portugal tinha em 2003.

Portugal também não ultrapassou, nem foi ultrapassado, por nenhum país, este ano, mantendo-se ao lado do Chile (33.º) e da Eslovénia (35.º).

O Ranking Global Competitivity Index 4.0 do World Economic Forum, os seus detalhes e análise foram divulgados pela PROFORUM, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia e pelo FAE, Fórum de Administradores e Gestores de Empresas, no decorrer de uma sessão pública que teve lugar na AESE Business School, a 9 de outubro de 2019.

Dos empresários houve 149 respostas validadas, no Inquérito de Opinião (EOS, Executive Opinion Survey) realizado nos primeiros meses do ano. 


Top 20
e -100



Nota: Não houve a tradicional listagem das preocupações dos empresários.



Comentários sobre o GCI 4.0 em 2019


Maria de Fátima Carioca, Dean da AESE, considera os resultados “fantásticos”, na medida em que a “sustentabilidade apresentada nos índices é já de si uma grande vitória que a nossa geração pode deixar para as gerações futuras.” Desde 2011, a AESE tem participado nesta apresentação pública do GCI, que traz informação muito útil aos decisores que têm de arranjar soluções criativas no seu dia a dia para que Portugal, as pessoas, os negócios e as empresas cresçam e se tornem cada vez mais competitivos.



Ilídio Ayala Serôdio, Presidente da PROFORUM e da PCG Profabril
, analisou os resultados obtidos pelo estudo do World Economic Forum. 
"Portugal continua claramente nas 35 economias mais competitivas do mundo, das 36 que constituíam os países em que a Inovação era o fator de maior desenvolvimento." "É fundamental aumentar o número e a qualidade das respostas de Portugal no inquérito que a PROFORUM e o FAE fazem no início de cada ano. Apesar dos 103 indicadores só dependerem, desde 2018, diretamente em 30 % do EOS, outros indicadores incluem também parte das respostas, nos algoritmos complexos agora usados pelas equipas do Prof. Xavier Sala-i-Martín da Universidade de Colúmbia e do Prof. Klaus Schwab do World Economic Forum. Contamos organizar em princípios de 2020, antes de lançar o novo EOS, uma reunião de empresários para sensibilizar mais empresas a aumentarem o n.º de respostas de Portugal."
"A PROFORUM tem feito o Inquérito EOS - Executive Opinion Survey - aos empresários e analisado e comentado os resultados desde 2002. Mais recentemente, o FAE tem também colaborado muito positivamente neste Inquérito, como Partner Institute. De salientar que, em 2019, a proporção de respostas do FAE em relação ao total cresceu para os 80 %."



Paulo Carmona, Presidente da FAE
, comentou: "temos alguns problemas que o GCI 2019 evidenciam e este ranking permite tomar decisões em relação à competitividade." "Há que melhorar o quadro legal, a corporate governance e a cultura empresarial. Os portugueses não são piores do que os outros. Temos é de ir mais além, deixando de parte a 'mediocridade', um nivelamento que não permite alcançar esta ambição".


António Correia, Territory Senior Partner da PwC
, avaliou a performance de Portugal ao longo dos anos. Referiu a importância de "enaltecer o que temos de bem e melhorar o que temos de menos bem", porque "se não podemos mudar o passado, o futuro está por fazer". "Portugal desceu de posição devido à redução do investimento na educação e pelo abrandamento na transformação digital (notem-se as cotações em matéria de formação 54.º lugar, gestores 56.º e motivação 47.º)". "Temos de mudar a educação. Um novo mundo pede novas competências." "Há que pensar o talento e as skills que o País precisa para o fututo, não deixando ninguém para trás. É uma mudança que precisamos de fazer." "Há que ter competências, capacidade de estabelecer relações colaborativas, com um mindset assente em valores e atitudes capazes de se traduzirem em comportamentos com impacto no cesrceimento e na competitividade do país."


Rui Vinhas da Silva, do INDEG e ex-responsável pelo Compete
, começou por apresentar os requisitos básicos, os potenciadores de eficácia e os fatores de sofisticação e inovação de uma competitividade global de uma economia. Partindo desta base, o Professor criou um roadmap estratégico para Portugal. E conclui: “O país está bem nos aspetos infraestruturais. Portugal forma as pessoas; porém tem dificuldade na sua integração e retenção de talento. A transparência, a ética e o enforcement da lei levanta questões. É preciso que haja expectativas de justiça social que contraste com a perceção de “nepotismo” existente. O problema que considera ser mais importante prende-se com fatores críticos de competitividade, como a inovação e a sofisticação do ambiente de negócios.

 

Ana Paula Marques, Administradora Executiva da NOS, falou sobre ser essencial "todo o acesso à Internet e à literacia das TIC para a competitividade do País. Temos presentemente 3 desafios significativos: de visão - de que o caminho para o digital é fundamental para o crescimento -, de infraestrutura tecnológica, para a viabilizar e de criação e retenção de talento. "Toda a alteração das práticas de gestão de talento pede um mercado mais líquido e móvel. Há reformas que precisam de ser feitas a este nível."



Jorge de Mello, CEO da Sovena, afirmou haver "pouco capital em Portugal. Os investimentos têm de ser muito mais criteriosos. Um empresário português em geral é mal visto, apesar de ser através do capital privado que pode haver investimento em inovação." No seu entender, "o Estado em Portugal é demasiado pesado", salvaguardando exceções de "alguns investimentos públicos bem sucedidos, como é exemplo o Alqueva." E deixou a mensagem: "é importante ter uma visão para o país, para depois se poder canalizar o investimento na educação, indústria e talento".

 

Pedro Pires Miranda, CEO da Siemens, é de opinião de que "é necessário ter uma melhoria sistemática em todos os pilares no ranking" de forma consistente. "Pegando na experiência da Siemens, falou-se de talento, das exportações e da concorrência. "Portugal não é um país industrial, mas a competência técnica e de adaptação são muito elevadas." E rematou concluindo que "a Siemens gerida por portugueses, é uma empresa 100 % alemã e que acredita em Portugal pelos portugueses."


João César das Neves, Professor da UCP, considera que o “GCR é atrevido”, porque o Economista não acredita ser possível medir a competitividade. Comparativamente à mediana do índice de competitividade na Zona Euro, César das Neves destacou os aspetos positivos e negativos e acrescentou a sua visão pessoal sobre a sua avaliação do desempenho português. É muito importante separar os temas: “as coisas que estão mal e continuarão mal” e “as que estão mal mas podem melhorar”. Onde se pode mexer: na flexibilidade, uma das melhores capacidades dos portugueses e no corporativismo. O país não está preocupado com a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade. Há um desinteresse em relação às questões económicas. O País ainda assim teve desenvolvimento económico. Mesmo assim, o Professor considera que "Portugal não tem capital financeiro e o humano está em decadência".


AESE nos media


Portugal continua a ser 34.º em tabela de competitividade internacional
RTP  - 09-10-2019


Portugal mantém posição no ranking de competitividade
TVI24  - 09-10-2019

Portugal mantém 34º lugar no ranking do Fórum Económico Mundial
DINHEIRO VIVO ONLINE  - 09-10-2019