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Risco e Design Thinking na agenda da Alta Direção

Seminário de atualização do programa de Alta Direção de Empresas

Dirigido exclusivamente a Alumni da AESE que realizaram o PADE e outros Alumni que ocupem atualmente cargos de Alta Direção, o Seminário de Atualização propôs a abordagem de um tema macro económico, relacionado com a Gestão de Risco, outro que se encontra na ordem do dia, como é o caso da criação de valor pelo Design Thinking, e por fim, um mais operacional sobre o desenho de serviços eficientes e competitivos.
Pelas palavras do Diretor do programa, o Prof. Pedro Ferro: “o governo das organizações requer dos seus dirigentes uma atitude permanente de refrescamento, aprendizagem e desenvolvimento de competências. Exige um exercício periódico de reflexão e momentos de injeção e capitalização de experiências e ideias.”

Para falar sobre gestão de risco, a AESE convidou o Prof. Ingo Walter (IW), da NYU, dos EUA.

A sua intervenção levantou algumas reflexões, sintetizadas numa breve entrevista:

Como integrar a gestão de risco em decisões estratégicas?
IW: “Todas as empresas devem ter uma framework que permita analisar a situação da companhia em matéria de ganhos e perdas. Frequentemente, uma parte significativa da empresa foca-se na criação de riqueza em detrimento do risco. Um CEO é mais facilmente selecionado pela sua capacidade de obter retorno nos investimentos do que por correr riscos. Em momentos de crise, contratam-se especialistas de risco que acabam por ser dispensados quando a situação estabiliza.”  

Como acrescentar valor às organizações?
IW: “Se se pretende tornar uma empresa rentável ou se aumenta o ROI, por um lado, ou se reduzem os custos, por outro. Aumentar o investimento em risco corresponde a diminuir o retorno. Daí a importância de equilibrar o risco e o retorno das empresas. Como fazê-lo cabe ao CEO, ao Conselho de Administração e de Direção decidir. A supervisão é fundamental, na medida em que engloba especialistas de determinados mercados que fornecem informação valiosa aos decisores.”

Qual é a melhor maneira de promover uma gestão de risco? Quais os benefícios que se podem retirar?
IW: “Talento e dinheiro são essenciais para estimular a gestão de risco. A especialização num mercado e a perspicácia são muito importantes para que a informação seja transmitida à Direção. A abordagem interdisciplinar é uma mais valia para a empresa avaliar o risco de forma integrada.”

É possível identificar os principais riscos que um dirigente deve considerar a fim de ser bem sucedido?

IW: “O risco é sistémico: macroeconómico, macrofinanceiro, operacional, de mercado, reputacional… Uma visão abrangente é o que permite ter uma perspetiva mais real da gestão de risco. Existem várias métricas úteis que podem ser adoptadas para uma visão estratégica a implementar.”

Em jeito de conclusão, Ingo Walker defende que sobretudo, o pensamento crítico é muito importante. Saber fazer as perguntas é uma parte essencial da solução. ”

Para aprofundarem o conceito de Design Thinking, os 28 participantes aproveitaram as sessões com: André Gouveia, promotor da Inngage Design e cofundador da Cooperativa Criativa, e João Castro, Diretor de Inovação disrutiva na Sumol + Compal.  A Prof. Beatriz Muñoz-Seca, do IESE, visitou os vários fatores críticos que fazem de um serviço excelente.