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Uma linguagem comum para organizações e empresas socialmente comprometidas

Seminário GOS “Novas parcerias: Encontrar, Conhecer, Construir”

Lisboa, 6 de maio de 2019
Seminário GOS “Novas parcerias: Encontrar, Conhecer, Construir”
Uma linguagem comum para organizações e empresas socialmente comprometidas
O encontro, enquadrado na edição de 2019 do Programa de Gestão de Organizações Sociais  - GOS – da AESE, reuniu cerca de 100 dirigentes de organizações sociais e de empresas na AESE, a 6 de maio de 2019, e visou promover o espírito de colaboração e a adoção de uma linguagem comum no estabelecimento de parcerias. 
As apresentações tiveram início com a perspetiva de Nathalie Ballan, da Sair da Casca, sobre os objetivos de Desenvolvimento Sustentável e os desafios para um mundo melhor, proferindo a conferência de abertura.
Conhecedora do mundo empresarial e social, a oradora falou do ponto de vista de cada uma das partes, encarando a filantropia estratégica como uma mudança necesssária a uma boa resolução com efeitos sustentáveis. O acompanhamento das iniciativas empreendidas parece-lhe ser o caminho mais benéfico para o desenvolvimento de ações de natureza social. “O Business as usual já encontrou os seus limites, não vamos conseguir resolver os desafios sociais com as soluções do passado.”
Como responder aos desafios do mundo atual? O papel das entidades sociais, das empresas e do Estado
O painel da manhã procurou responder a esta questão.
Margarida Couto, Presidente do Grace, diz serem cada vez mais as empresas que estão a ganhar consciência da sua responsabilidade na sociedade e que o pardaigma está a mudar. O Grace enquanto plataforma de parceiros a nível empresarial com consciência do seu papel de cidadania ativa, conta presentemente com 165 empresas em 2018. “Portugal é hoje um país holofote em matéria de empreendedorismo social.” As parcerias ainda são “um caminho difícil, mas quanto mais nos unirmos todos, mais seguramente traçaremos um caminho sólido e seguro para outros pisarem.”
Filipe Almeida, Presidente da Comissão Diretiva da Iniciativa Portugal Inovação Social, defende que é conveniente provocar parcerias entre as instituições sociais e as empresas. O responsável desta iniciativa do Portugal 2020 testemunhou “desconfianças e resistências no setor social, no empresarial e no setor público.” No seu entender “a transformação tem que passar por parcerias intersetoriais e intrasetoriais para a construção de um futuro risonho”, dando “resposta a questões do mercado atual”.
Inês Sequeira, Diretora do Caso do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia, falou sobre o estímulo à inovação e ao empreendedorismo social na sua instituição. “Como é que é possível ser disruptivo numa instituição mais conservadora? O segredo de fazer inovação é encarar a mudança como sendo necessária, e muitas vezes as transformações encontram resistência. A Casa do Impacto tenta fazer, através dos empreendedores sociais que pretendem criar soluções para questões sociais e ambientais. É um mindset que se aprende e que se exercita e que implica um ADN da Organização que muitas vezes não existe.”
Encontro de paradigmas de gestão para a sustentabilidade 
O período da tarde foi partilhado por duas mesas de um grande painel que permitiu abordar o encontro de paradigmas de gestão, ouvindo as entidades do setor de economia social e as empresas e financiadores, proporcionando depois um espaço de debate com os participantes no seminário.
As entidades do setor social
Manuela Silva, Alumna PADE da AESE, moderou o debate entre Cristina de Botton, da Cozinha com Alma, o Padre José Gil Pinheiro, do Centro Social e Paroquial Padre Ricardo Gameiro, e Juvenal Baltazar, da Fundação AFID Diferença, participante do GOS e Alumnus do Executive MBA AESE. 
Cristina de Botton referiu que “as parcerias têm de ser geridas com muito equilíbrio, numa lógica complementar. Devem ser geridas de forma profissional e cuidada como numa empresa.  
Padre José Gil Pinheiro apontou o dedo à perguiça que não deve graçar neste território. As entidades sociais são ainda pouco disponíveis para operacionalizar parcerias. Por outro lado sublinhou a importância da gestão e recursos humanos. “Os recursos humanos são o nosso maior desafio. Para sermos sustentáveis temos que ter uma boa capacidade de gerir pessoas, do recrutamento à integração do novo colega na equipa.”
Juvenal Baltazar complementou a ideia reforçando a necessidade de uma “capacitação e profissionalização cada vez maior da gestão.” “A diferenciação das atividades na AFID assenta em olhar para as pessoas e olhar para a pessoa nas suas múltiplas dimensões trazendo-lhes qualidade de vida. Tentamos criar projetos inovadores e gerar a lógica de parcerias. Trata-se de sentarmo-nos à mesma mesa e colocar aquilo que cada um tem de melhor ao serviço da comunidade.”
As empresas e os financiadores
Jorge Líbano Monteiro, conduziu a conversa entre Ana Fontoura, do gabinete de Responsabilidade SOcial do Grupo Fidelidade, Mariana Ribeiro Ferreira, da José de Mello Saúde, e Sandro Fonseca, da Fundação EDP.
Ana Fontoura declarou com convicção que “as empresas precisam do setor social e vice-versa. As marcas são constituídas por gente e têm de ser humanizadas com gente. Precisamos que as instituições nos ajudem, estudando as empresas para conhecerem antecipadamente o posicionamento corporativo antes de apresentarem as suas propostas.” Esse é um trabalho prévio que facilita o processo de seleção dos projetos que merecem receber investimento, por serem compatíveis com a empresa parceira. 
Mariana Ribeiro Ferreira, falou da experiência de ser responsável numa marca cidadã, com várias parcerias com as autarquias, algumas já efetivas e outras em progressão.
Sandro Fonseca detalhou o apoio da EDP a vários projetos que implicam o investimento, mas também a verificação e a auditoria no terreno das iniciativas, a posteriori. 
A tarde de trabalhos ficou marcada pela possibilidade de juntar simultaneamente em palco os oradores suprarreferidos, permitindo um debate construtivo entre o público e o painel. Emergiram questões de sustentabilidade organizacional, desafios de gestão quotidiana e formas de estabelecer relação entre os diferentes setores. O animado e participado debate com o publico foi facilitado pela Diretora do Programa GOS, Cátia Sá Guerreiro , a qual proferiu as palavras de encerramento do evento.
  

O encontro, enquadrado na edição de 2019 do Programa de Gestão de Organizações Sociais  - GOS – da AESE, reuniu cerca de 100 dirigentes de organizações sociais e de empresas na AESE, a 6 de maio de 2019, e visou promover o espírito de colaboração e a adoção de uma linguagem comum no estabelecimento de parcerias. 



As apresentações tiveram início com a perspetiva de Nathalie Ballan, da Sair da Casca, sobre os objetivos de Desenvolvimento Sustentável e os desafios para um mundo melhor, proferindo a conferência de abertura.

Conhecedora do mundo empresarial e social, a oradora falou do ponto de vista de cada uma das partes, encarando a filantropia estratégica como uma mudança necesssária a uma boa resolução com efeitos sustentáveis. O acompanhamento das iniciativas empreendidas parece-lhe ser o caminho mais benéfico para o desenvolvimento de ações de natureza social. “O Business as usual já encontrou os seus limites, não vamos conseguir resolver os desafios sociais com as soluções do passado.


”Como responder aos desafios do mundo atual? O papel das entidades sociais, das empresas e do Estado
O painel da manhã procurou responder a esta questão.

Margarida Couto, Presidente do Grace, diz serem cada vez mais as empresas que estão a ganhar consciência da sua responsabilidade na sociedade e que o pardaigma está a mudar. O Grace enquanto plataforma de parceiros a nível empresarial com consciência do seu papel de cidadania ativa, conta presentemente com 165 empresas em 2018. “Portugal é hoje um país holofote em matéria de empreendedorismo social.” As parcerias ainda são “um caminho difícil, mas quanto mais nos unirmos todos, mais seguramente traçaremos um caminho sólido e seguro para outros pisarem.”

Filipe Almeida, Presidente da Comissão Diretiva da Iniciativa Portugal Inovação Social, defende que é conveniente provocar parcerias entre as instituições sociais e as empresas. O responsável desta iniciativa do Portugal 2020 testemunhou “desconfianças e resistências no setor social, no empresarial e no setor público.” No seu entender “a transformação tem que passar por parcerias intersetoriais e intrasetoriais para a construção de um futuro risonho”, dando “resposta a questões do mercado atual”.

Inês Sequeira, Diretora do Caso do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia, falou sobre o estímulo à inovação e ao empreendedorismo social na sua instituição. “Como é que é possível ser disruptivo numa instituição mais conservadora? O segredo de fazer inovação é encarar a mudança como sendo necessária, e muitas vezes as transformações encontram resistência. A Casa do Impacto tenta fazer, através dos empreendedores sociais que pretendem criar soluções para questões sociais e ambientais. É um mindset que se aprende e que se exercita e que implica um ADN da Organização que muitas vezes não existe.”



Encontro de paradigmas de gestão para a sustentabilidade
 
O período da tarde foi partilhado por duas mesas de um grande painel que permitiu abordar o encontro de paradigmas de gestão, ouvindo as entidades do setor de economia social e as empresas e financiadores, proporcionando depois um espaço de debate com os participantes no seminário.


As entidades do setor social
Manuela Silva, Alumna PADE da AESE, moderou o debate entre Cristina de Botton, da Cozinha com Alma, o Padre José Gil Pinheiro, do Centro Social e Paroquial Padre Ricardo Gameiro, e Juvenal Baltazar, da Fundação AFID Diferença, participante do GOS e Alumnus do Executive MBA AESE. 

Cristina de Botton referiu que “as parcerias têm de ser geridas com muito equilíbrio, numa lógica complementar. Devem ser geridas de forma profissional e cuidada como numa empresa.  

O Padre José Gil Pinheiro apontou o dedo à perguiça que não deve graçar neste território. As entidades sociais são ainda pouco disponíveis para operacionalizar parcerias. Por outro lado sublinhou a importância da gestão e recursos humanos. “Os recursos humanos são o nosso maior desafio. Para sermos sustentáveis temos que ter uma boa capacidade de gerir pessoas, do recrutamento à integração do novo colega na equipa.”

Juvenal Baltazar complementou a ideia reforçando a necessidade de uma “capacitação e profissionalização cada vez maior da gestão.” “A diferenciação das atividades na AFID assenta em olhar para as pessoas e olhar para a pessoa nas suas múltiplas dimensões trazendo-lhes qualidade de vida. Tentamos criar projetos inovadores e gerar a lógica de parcerias. Trata-se de sentarmo-nos à mesma mesa e colocar aquilo que cada um tem de melhor ao serviço da comunidade.”



As empresas e os financiadores
Jorge Líbano Monteiro, conduziu a conversa entre Ana Fontoura, do gabinete de Responsabilidade SOcial do Grupo Fidelidade, Mariana Ribeiro Ferreira, da José de Mello Saúde, e Sandro Fonseca, da Fundação EDP.

Ana Fontoura declarou com convicção que “as empresas precisam do setor social e vice-versa. As marcas são constituídas por gente e têm de ser humanizadas com gente. Precisamos que as instituições nos ajudem, estudando as empresas para conhecerem antecipadamente o posicionamento corporativo antes de apresentarem as suas propostas.” Esse é um trabalho prévio que facilita o processo de seleção dos projetos que merecem receber investimento, por serem compatíveis com a empresa parceira. 

Mariana Ribeiro Ferreira, falou da experiência de ser responsável numa marca cidadã, com várias parcerias com as autarquias, algumas já efetivas e outras em progressão.

Sandro Fonseca detalhou o apoio da EDP a vários projetos que implicam o investimento, mas também a verificação e a auditoria no terreno das iniciativas, a posteriori. 


A tarde de trabalhos ficou marcada pela possibilidade de juntar simultaneamente em palco os oradores suprarreferidos, permitindo um debate construtivo entre o público e o painel. Emergiram questões de sustentabilidade organizacional, desafios de gestão quotidiana e formas de estabelecer relação entre os diferentes setores. O animado e participado debate com o publico foi facilitado pela Diretora do Programa GOS, Cátia Sá Guerreiro , a qual proferiu as palavras de encerramento do evento.