Notícias

Valorização das pessoas no Sistema de Saúde em Portugal

AESE fora de portas

A Convenção Nacional da Saúde, um amplo debate de âmbito nacional sobre o presente e o futuro do sector em Portugal, teve lugar na Culturgest, em Lisboa, a 6 e 7 de junho de 2018. O Prof. José Fonseca Pires foi um dos oradores convidados, a par de vários protagonistas do sector da Saúde.

“Recursos Humanos na Saúde: Formação, Motivação e Liderança” foi o tema da Conferência onde interveio o Prof. José Fonseca Pires.

Os representantes de ordens profissionais, das instituições de prestação de cuidados de saúde do sector público, privado e social, assim como associações de doentes, políticos, profissionais da comunicação social, da investigação e universidades puderam ouvir o Prof. Fonseca Pires falar sobre este tema que tem merecido a sua investigação nos últimos anos.


“A sequência “Liderança-Motivação-Formação” parece-me mais adequada. Já diziam os clássicos que a finalidade é o primeiro na intenção e o último na consecução. Temos de saber para onde vamos se queremos motivar e realizar.
Na saúde fala-se frequentemente do Triple Aim, de um triplo objectivo: melhores cuidados para os doentes, melhor saúde para as populações e redução dos custos per capita com a saúde.

Liderar é apontar caminhos, mobilizar em redor de um sentido, alinhar as pessoas naquilo que é a identidade e a natureza da organização. Mas temos uma escolha crítica e dicotómica a fazer: qual é a fonte da liderança: o líder ou a missão? o líder, com o seu carisma e a sua personalidade mais ou menos vincada? ou a missão, a contribuição para o serviço que se presta? Deve ser a Missão. E esta escolha tem consequências profundas e relevantes na direção e na gestão das organizações de saúde.”

“As numerosas investigações realizadas nos últimos anos dizem que estabelecer uma missão inspiradora permite que cada um conheça qual a contribuição do seu trabalho específico, dando sentido ao empenho diário de cada qual. E isto gera um maior compromisso de todos os membros das equipas, propiciando uma maior unidade de ação.”

“Para uma organização de saúde é fundamental que a equipa diretiva seja capaz de criar um “Para quê?”, uma missão, que incite os seus membros a comprometerem-se na contribuição simultânea para estes stakeholders.

E o que motiva os profissionais de saúde?” O Prof. Fonseca Pires referiu a importância da Autonomia e o Talento: “Ser capaz de fazer melhor, sempre melhor, as coisas que realmente interessam. Os profissionais de saúde têm brio e vontade de aprender, de atualizar-se, de ser competentes. “E com o Talento liga-se o tema da Formação”: “necessita-se de que os dirigentes valorizem e promovam a formação, que a encarem como um investimento com retorno garantido. Não vou abordar a formação técnica dos profissionais de saúde, que é crítica e que exige atualização constante. Vou restringir-me à formação em gestão de recursos humanos no sector da saúde, à qual tenho dedicado os últimos 15 anos na AESE Business School.” O Professor enumerou um conjunto de razões que o fez concluir que “mais do que “recursos humanos” deveríamos falar de “valorização das pessoas”, pois é disto que se trata. Liderança-Motivação-Formação: três pilares que, bem articulados, ajudarão a melhorar a Valorização das pessoas no Sistema de Saúde em Portugal.”