Espírito e Carne


«Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho», disse Jesus aos Apóstolos, estupefactos, depois da Ressurreição. E para mais os convencer: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Apresentaram-Lhe uma posta de peixe assado, e comeu-o, à vista deles (Lc 24, 39-43). Sendo puro Espírito, não há ninguém mais materialista do que Deus, o Criador e sustentador da matéria!
E nós, a quem a matéria parece ser a maior (senão a única) realidade, somos muito mais espirituais do que julgamos. Falamos, sentimos, pensamos, imaginamos, recordamos, gostamos, preferimos, escolhemos, decidimos, hesitamos, projetamos, amamos, detestamos, rimos, choramos… E o que é tudo isso, senão fruto do espírito que em nós há, que nós somos também?
Ronald Knox fazia notar que, apesar dos olhos, nós não vemos ninguém; vemos o seu rosto, ouvimos a sua voz, somos capazes de imaginar pela expressão facial ou pelo tom de voz o que lhe vai por dentro; mas não vemos o seu «eu». O mais importante da gente, o cerne da nossa individualidade, o que permanece no meio das nossas contínuas mudanças corporais – é puramente espiritual, invisível. O «eu» é o que há de mais real, mais permanente, no homem.
Temos pena de não ver Jesus como o viram os Apóstolos; mas eles também não «o viram»; viram o seu rosto, o seu sorriso, e ouviram as suas palavras benditas. E creram n’ele como nós cremos. Talvez isto nos sirva de consolo… E até de alegria, como nos diz S. Pedro na sua primeira Carta, quase com uma ponta de inveja: «Este Jesus, vós o amais sem nunca o terdes visto, credes n’ele sem o ver ainda, e exultais com uma alegria inefável e cheia de glória, seguros de obter a meta da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1ª Ped, 1, 8-9).
O Santo Padre anunciou um «Ano da Fé» desde outubro deste ano a novembro de 2013, em comemoração do Concílio Vaticano II. É altura de o prepararmos, revendo e meditando o «Credo» através da leitura – a seu conselho – do «Catecismo da Igreja Católica» e da oração. Quanta luz receberemos para compreendermos melhor o sentido da nossa vida, a dignidade do homem e o Amor de Deus!
Pe. Hugo de Azevedo«Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho», disse Jesus aos Apóstolos, estupefactos, depois da Ressurreição. E para mais os convencer: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Apresentaram-Lhe uma posta de peixe assado, e comeu-o, à vista deles (Lc 24, 39-43). Sendo puro Espírito, não há ninguém mais materialista do que Deus, o Criador e sustentador da matéria! «Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho», disse Jesus aos Apóstolos, estupefactos, depois da Ressurreição. E para mais os convencer: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Apresentaram-Lhe uma posta de peixe assado, e comeu-o, à vista deles (Lc 24, 39-43). Sendo puro Espírito, não há ninguém mais materialista do que Deus, o Criador e sustentador da matéria!«Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho», disse Jesus aos Apóstolos, estupefactos, depois da Ressurreição. E para mais os convencer: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Apresentaram-Lhe uma posta de peixe assado, e comeu-o, à vista deles (Lc 24, 39-43). Sendo puro Espírito, não há ninguém mais materialista do que Deus, o Criador e sustentador da matéria!

«Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho», disse Jesus aos Apóstolos, estupefactos, depois da Ressurreição. E para mais os convencer: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Apresentaram-Lhe uma posta de peixe assado, e comeu-a, à vista deles (Lc 24, 39-43). Sendo puro Espírito, não há ninguém mais materialista do que Deus, o Criador e sustentador da matéria!

E nós, a quem a matéria parece ser a maior (senão a única) realidade, somos muito mais espirituais do que julgamos. Falamos, sentimos, pensamos, imaginamos, recordamos, gostamos, preferimos, escolhemos, decidimos, hesitamos, projetamos, amamos, detestamos, rimos, choramos… E o que é tudo isso, senão fruto do espírito que em nós há, que nós somos também?

Ronald Knox fazia notar que, apesar dos olhos, nós não vemos ninguém; vemos o seu rosto, ouvimos a sua voz, somos capazes de imaginar pela expressão facial ou pelo tom de voz o que lhe vai por dentro; mas não vemos o seu «eu». O mais importante de nós, o cerne da nossa individualidade, o que permanece no meio das nossas contínuas mudanças corporais – é puramente espiritual, invisível. O «eu» é o que há de mais real, mais permanente, no homem.

Temos pena de não ver Jesus como o viram os Apóstolos; mas eles também não «o viram»; viram o seu rosto, o seu sorriso, e ouviram as suas palavras benditas. E creram n’Ele como nós cremos. Talvez isto nos sirva de consolo… E até de alegria, como nos diz S. Pedro na sua primeira Carta, quase com uma ponta de inveja: «Este Jesus, vós o amais sem nunca o terdes visto, credes n’Ele sem o ver ainda, e exultais com uma alegria inefável e cheia de glória, seguros de obter a meta da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1ª Ped, 1, 8-9).

O Santo Padre anunciou um «Ano da Fé» desde outubro deste ano a novembro de 2013, em comemoração do Concílio Vaticano II. É altura de o prepararmos, revendo e meditando o «Credo» através da leitura – a seu conselho – do «Catecismo da Igreja Católica» e da oração. Quanta luz receberemos para compreendermos melhor o sentido da nossa vida, a dignidade do homem e o Amor de Deus!


Pe. Hugo de Azevedo