Negócio

Não fosse Jesus de Nazaré judeu e, decerto, os Evangelhos não seriam tão ricos de termos empresariais, sobretudo nas suas parábolas: são episódios que nos falam, invariavelmente, de compras e vendas, de juros e interesses, de frutos e salários, etc. De certo modo, mesmo sem enveredar por uma linha excessivamente mercantilista na exegese do texto sagrado, poder-se-ia dizer que toda a doutrina cristã se resume num mandamento do Senhor: negociai até que eu venha! (cf. Lc 19, 13).
A vida é um negócio porque, como ensina o Livro do Génesis e São Josemaria Escrivá de Balaguer gostava de recordar, o homem foi feito para trabalhar (cf. Gn 2, 15). O negócio é, até etimologicamente, o contrário do ócio, entendido como a culpável omissão de quem, por preguiça e maldade, não põe a render, ao serviço de Deus e da comunidade, os seus talentos (cf. Mt 25, 26).
Se toda a vida é, com efeito, um negócio, há contudo um produto que sobressai em relação a todos os outros: a salvação. Não em vão, a parte da teologia que estuda os meios a recorrer para garantir a felicidade eterna é, precisamente, a economia da salvação. Nesta empresa multinacional, que é a Igreja, cada qual tem que gerir a sua vida em ordem ao grande negócio: a santidade, porque, com efeito, de que serve ganhar o mundo inteiro se, depois, se perder para sempre?! (cf. Lc 12. 16-21).
Dois dias dão o mote a este mês de Novembro. No primeiro, a Igreja celebra festivamente todos os santos, ou seja, todos os empresários de sucesso, que triunfaram no negócio da eternidade. No dia 2, são recordados os que, tendo acertado no rumo a seguir, são ainda, pelo seu pouco amor a Deus e ao próximo, devedores ao banco da misericórdia divina e, por isso, carecem os nossos sufrágios.
Que as nossas orações de acção de graças aos santos e de petição pelas almas do Purgatório nos animem a viver com intensidade cristã este último mês do Ano da Fé. 
O Capelão
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

 

Não fosse Jesus de Nazaré, judeu e, decerto, os Evangelhos não seriam tão ricos de termos empresariais, sobretudo nas suas parábolas: são episódios que nos falam, invariavelmente, de compras e vendas, de juros e interesses, de frutos e salários, etc. De certo modo, mesmo sem enveredar por uma linha excessivamente mercantilista na exegese do texto sagrado, poder-se-ia dizer que toda a doutrina cristã se resume num mandamento do Senhor: negociai até que eu venha! (cf. Lc 19, 13).


A vida é um negócio porque, como ensina o Livro do Génesis e São Josemaria Escrivá de Balaguer gostava de recordar, o homem foi feito para trabalhar (cf. Gn 2, 15). O negócio é, até etimologicamente, o contrário do ócio, entendido como a culpável omissão de quem, por preguiça e maldade, não põe a render, ao serviço de Deus e da comunidade, os seus talentos (cf. Mt 25, 26).

 

Se toda a vida é, com efeito, um negócio, há contudo um produto que sobressai em relação a todos os outros: a salvação. Não em vão, a parte da teologia que estuda os meios a recorrer para garantir a felicidade eterna é, precisamente, a economia da salvação. Nesta empresa multinacional, que é a Igreja, cada qual tem que gerir a sua vida em ordem ao grande negócio: a santidade, porque, com efeito, de que serve ganhar o mundo inteiro se, depois, se perder para sempre?! (cf. Lc 12. 16-21).

 

Dois dias dão o mote a este mês de novembro. No primeiro, a Igreja celebra festivamente todos os santos, ou seja, todos os empresários de sucesso, que triunfaram no negócio da eternidade. 

 

No dia 2, são recordados os que, tendo acertado no rumo a seguir, são ainda, pelo seu pouco amor a Deus e ao próximo, devedores ao banco da misericórdia divina e, por isso, carecem dos nossos sufrágios. Que as nossas orações de ação de graças aos santos e de petição pelas almas do Purgatório nos animem a viver com intensidade cristã este último mês do Ano da Fé. 

 

O Capelão