O sonho de um mundo novo

É muito difícil imaginar o mundo de outra maneira, mas não faz mal sonhar. Imaginemos uma sociedade sem maledicência… Imaginemos que, pelo menos os cristãos, cumpriam o mandato de Cristo - «Não julgueis». Que viviam o «mandamento novo» de amar o próximo como Cristo nos amou (e ama). Como faziam os primeiros cristãos, que levavam os pagãos a exclamar: «Vede como se amam!» Não propriamente por se amarem muito, mas – e aí é que estava a maior surpresa – por se amarem sem discriminações: judeus ou gentios, ricos ou pobres, patrícios ou escravos… Imaginemos que (pelo menos os baptizados) nos considerávamos efectivamente irmãos… Até dos inimigos. 
«Qual o quê! Pois, se eles nem os amigos amam!», comentava alguém. Onde se juntam duas pessoas, já estão a falar mal de uma terceira, certo e sabido. Parece até que não há outro motivo de conversa. E se alguém presente não acrescenta o maldizer, ou desvia o assunto, ou simplesmente se cala, logo é olhado com desconfiança.
Razão tinha S. Josemaria quando comentava que o «mandamento novo» assim se pode chamar também - por ter sido tão pouco usado!
É muito difícil, sem dúvida, imaginar uma sociedade diferente. Os próprios meios de comunicação tanto mais «vendem» quanto mais «descobrem», suspeitam, contestam, criticam, acusam, condenam, com a superioridade daquele que dizia: «Aqui, nesta terra, só há duas pessoas honestas: uma é o compadre; a outra, o compadre dirá». 
Imaginemos, neste «Ano da Fé», que voltávamos a crer no Evangelho e que víamos em qualquer pessoa o próprio Cristo («O que fizestes aos outros a Mim o fizestes»), um filho de Deus, por quem Jesus deu a vida, o que é muitíssimo superior a todas as «dignidades humanas» consagradas nas nossas Cartas e Constituições. E que «acreditávamos» nos outros como Deus «acredita» em nós… Porque Deus confia no homem até ao último momento da vida. Confia, porque sabe que todos gostaríamos de ser bons e que podemos sê-lo, com a sua ajuda e a nossa fé. 
Acreditar em Cristo, de facto, é também acreditar em nós e nos outros: acreditar no nosso desejo íntimo de fazer o bem e na capacidade de sermos melhores. O Santo Padre explicava há semanas a razão do seu optimismo: primeiro, o anseio de Deus que existe em todas as consciências; segundo, o Evangelho, que é Verdade, e a verdade mantém-se sempre nova, enquanto as ideologias morrem; terceiro, a juventude actual, que se manifesta aberta e ansiosa de um mundo diferente, muito mais elevado.
Mas quem sou eu para mudar o mundo?, perguntaremos. Ninguém. Mas, se mudo eu, o «meu mundo» mudará também. Ninguém nos pede mais, nem menos. E podemos ter a certeza de que o nosso «pequeno mundo» se expandirá como o famoso Big-Bang. Assim se expandiu e continuará a expandir-se a fé: por meio da caridade.

É muito difícil imaginar o mundo de outra maneira, mas não faz mal sonhar. Imaginemos uma sociedade sem maledicência… Imaginemos que, pelo menos os cristãos, cumpriam o mandato de Cristo - «Não julgueis». Que viviam o «mandamento novo» de amar o próximo como Cristo nos amou (e ama). Como faziam os primeiros cristãos, que levavam os pagãos a exclamar: «Vede como se amam!» Não propriamente por se amarem muito, mas – e aí é que estava a maior surpresa – por se amarem sem discriminações: judeus ou gentios, ricos ou pobres, patrícios ou escravos… Imaginemos que (pelo menos os batizados) nos considerávamos efetivamente irmãos… Até dos inimigos. 

«Qual o quê! Pois, se eles nem os amigos amam!», comentava alguém. Onde se juntam duas pessoas, já estão a falar mal de uma terceira, certo e sabido. Parece até que não há outro motivo de conversa. E se alguém presente não acrescenta o maldizer, ou desvia o assunto, ou simplesmente se cala, logo é olhado com desconfiança.

Razão tinha S. Josemaria quando comentava que o «mandamento novo» assim se pode chamar também - por ter sido tão pouco usado!

É muito difícil, sem dúvida, imaginar uma sociedade diferente. Os próprios meios de comunicação tanto mais «vendem» quanto mais «descobrem», suspeitam, contestam, criticam, acusam, condenam, com a superioridade daquele que dizia: «Aqui, nesta terra, só há duas pessoas honestas: uma é o compadre; a outra, o compadre dirá». 

Imaginemos, neste «Ano da Fé», que voltávamos a crer no Evangelho e que víamos em qualquer pessoa o próprio Cristo («O que fizestes aos outros, a Mim o fizestes»), um filho de Deus, por quem Jesus deu a vida, o que é muitíssimo superior a todas as «dignidades humanas» consagradas nas nossas Cartas e Constituições. E que «acreditávamos» nos outros como Deus «acredita» em nós… Porque Deus confia no homem até ao último momento da vida. Confia, porque sabe que todos gostaríamos de ser bons e que podemos sê-lo, com a sua ajuda e a nossa fé. 

Acreditar em Cristo, de facto, é também acreditar em nós e nos outros: acreditar no nosso desejo íntimo de fazer o bem e na capacidade de sermos melhores. O Santo Padre explicava há semanas a razão do seu otimismo: primeiro, o anseio de Deus que existe em todas as consciências; segundo, o Evangelho, que é Verdade, e a verdade mantém-se sempre nova, enquanto as ideologias morrem; terceiro, a juventude atual, que se manifesta aberta e ansiosa de um mundo diferente, muito mais elevado. Mas quem sou eu para mudar o mundo?, perguntaremos. Ninguém.

Mas, se mudo eu, o «meu mundo» mudará também. Ninguém nos pede mais, nem menos. E podemos ter a certeza de que o nosso «pequeno mundo» se expandirá como o famoso Big Bang. Assim se expandiu e continuará a expandir-se a fé: por meio da caridade.


Pe. Hugo de Azevedo