Tempo de sonhar

As possíveis férias estivais, com o afastamento da rotina diária, são propícias ao sonho… e oxalá também a um sono mais repousante. Por sonho entenda-se uma visão diferente, e melhor, do que nos cerca, desde o âmbito familiar ao vasto panorama do mundo actual. Utopias, chamemos-lhe, que têm sempre o risco de nos causar maior desilusão quando regressamos à realidade quotidiana, mas também a vantagem de nos abrir à esperança e ao propósito de modificá-la positivamente.
Para um cristão, aliás, toda a realidade é boa, pois «tudo concorre para o bem dos que amam a Deus», como diz S. Paulo, e por isso não teme ser realista; sabe-se, no entanto, responsável pelo maior bem-estar material e espiritual do próximo, e daí, empenhado na paz doméstica, nacional e geral do mundo. Como diz o Concílio, embora não se deva confundir o progresso económico com a implantação do Reino de Deus, o primeiro pode e deve contribuir para o desenvolvimento integral da pessoa humana e a salvação das almas.
A Doutrina social da Igreja não é uma utopia. Não tem faltado quem tentasse convertê-la numa ideologia para fazê-la entrar no jogo partidário, mas sem sucesso duradouro. A Igreja não propõe nenhum sistema político; limita-se a recomendar realismo – a verdade complexa sobre o homem, a família, as comunidades – para orientação dos que governam. É «apenas» uma doutrina de respeito e honestidade para com todos, proclamando a grandeza de cada pessoa, de cada família, de cada comunidade, que transcende as suas meras necessidades materiais. E recordando igualmente as suas fraquezas ancestrais, ponto nevrálgico e denunciador de qualquer utopia.
Desde as «repúblicas» de Platão e Aristóteles, aos vários comunismos, anarquismos e liberalismos modernos, passando pela conventual utopia de Moro, a delirante de Campanella e tantas outras – cada sistema político, a sua –, o que as perde (e nos prejudica) é a falta de verdade integral sobre o homem, a família, as comunidades.
Por isso, a Igreja, «perita em humanidade», como dizia Paulo VI, continua a ser o melhor ponto de referência para todos os nossos sonhos de melhoria pessoal e social.

As possíveis férias estivais, com o afastamento da rotina diária, são propícias ao sonho… e oxalá também a um sono mais repousante. Por sonho entenda-se uma visão diferente, e melhor, do que nos cerca, desde o âmbito familiar ao vasto panorama do mundo atual. Utopias, chamemos-lhe, que têm sempre o risco de nos causar maior desilusão quando regressamos à realidade quotidiana, mas também a vantagem de nos abrir à esperança e ao propósito de modificá-la positivamente.

Para um cristão, aliás, toda a realidade é boa, pois «tudo concorre para o bem dos que amam a Deus», como diz S. Paulo e, por isso, não teme ser realista; sabe-se, no entanto, responsável pelo maior bem-estar material e espiritual do próximo, e daí, empenhado na paz doméstica, nacional e geral do mundo. Como diz o Concílio, embora não se deva confundir o progresso económico com a implantação do Reino de Deus, o primeiro pode e deve contribuir para o desenvolvimento integral da pessoa humana e a salvação das almas.

A Doutrina Social da Igreja não é uma utopia. Não tem faltado quem tentasse convertê-la numa ideologia para fazê-la entrar no jogo partidário, mas sem sucesso duradouro. A Igreja não propõe nenhum sistema político; limita-se a recomendar realismo – a verdade complexa sobre o homem, a família, as comunidades – para orientação dos que governam. É «apenas» uma doutrina de respeito e honestidade para com todos, proclamando a grandeza de cada pessoa, de cada família, de cada comunidade, que transcende as suas meras necessidades materiais. E recordando igualmente as suas fraquezas ancestrais, ponto nevrálgico e denunciador de qualquer utopia.

Desde as «repúblicas» de Platão e Aristóteles, aos vários comunismos, anarquismos e liberalismos modernos, passando pela conventual utopia de Moro, a delirante de Campanella e tantas outras – cada sistema político, a sua –, o que as perde (e nos prejudica) é a falta de verdade integral sobre o homem, a família, as comunidades.

Por isso, a Igreja, «perita em humanidade», como dizia Paulo VI, continua a ser o melhor ponto de referência para todos os nossos sonhos de melhoria pessoal e social.


Pe. Hugo de Azevedo