Um novo estilo

UM NOVO ESTILO
Desde o primeiro momento tornou-se patente que o novo Papa usava determinadamente um novo estilo de pregação, de comportamento, de comunicação, de governo. O seu estilo. Mas assim procederam todos os Pontífices, todos eles homens de personalidade vincada e com madura experiência pastoral. Nem podia ser de outro modo: cada um é como é, ou melhor, como «se fez». Há, porém, uma razão mais profunda nesta forte atitude pessoal: aquela que João Paulo II invocou, explicando o à-vontade com que assumiu imediatamente a sua transcendente missão. E era a de que, se o Espírito Santo o chamara a dirigir a Igreja, seria certamente porque desejava pôr ao serviço da Igreja justamente o que lhe ia no coração e na mente. Logo, não teve um minuto de hesitação em fazê-lo.
A «música» é a mesma; os «maestros», diferentes. A «interpretação» de uns será diferente da interpretação de outros - mais romântica ou mais vigorosa, mais contemplativa ou mais lépida e vivaz, etc. O Evangelho não muda. Na própria vida dos santos verificamos como cada um o «vive» à sua maneira, mas cumprindo-o e anunciando-o integralmente. É diamante de mil facetas, e sobre cada uma delas assentam harmoniosamente todas as outras.
Se não fosse assim, seria um reducionismo, legítimo na ciência, ou uma «desconstrução», legítima na arte; mas nunca na Igreja.
O importante é que toda a «orquestra» conheça bem toda a «partitura», e siga o maestro de turno: que todos os fiéis sintonizem com o Papa actual e assimilem a especial mensagem que Deus nos transmite por ele, sem abandonarem a particular missão que lhes cabe na tarefa de conjunto.
«Mal-acomparado», como diz o povo, seria o que acontece em qualquer empresa: quando cada colaborador quer imprimir o seu próprio ritmo, sem respeito pelo das chefias, o desastre é certo. Nesse caso a falência da empresa está à vista; no nosso caso, quem entraria em falência seríamos nós.
Pe. Hugo de Azevedo
 

Desde o primeiro momento, tornou-se patente que o novo Papa usava determinadamente um novo estilo de pregação, de comportamento, de comunicação, de governo. O seu estilo. Mas assim procederam todos os Pontífices, todos eles homens de personalidade vincada e com madura experiência pastoral. Nem podia ser de outro modo: cada um é como é, ou melhor, como «se fez». Há, porém, uma razão mais profunda nesta forte atitude pessoal: aquela que João Paulo II invocou, explicando o à-vontade com que assumiu imediatamente a sua transcendente missão. E era a de que, se o Espírito Santo o chamara a dirigir a Igreja, seria certamente porque desejava pôr ao serviço da Igreja justamente o que lhe ia no coração e na mente. Logo, não teve um minuto de hesitação em fazê-lo.

A «música» é a mesma; os «maestros», diferentes. A «interpretação» de uns será diferente da interpretação de outros - mais romântica ou mais vigorosa, mais contemplativa ou mais lépida e vivaz, etc. O Evangelho não muda. Na própria vida dos santos verificamos como cada um o «vive» à sua maneira, mas cumprindo-o e anunciando-o integralmente. É diamante de mil facetas, e sobre cada uma delas assentam harmoniosamente todas as outras.

Se não fosse assim, seria um reducionismo, legítimo na ciência, ou uma «desconstrução», legítima na arte; mas nunca na Igreja. O importante é que toda a «orquestra» conheça bem toda a «partitura», e siga o maestro de turno: que todos os fiéis se sintonizem com o Papa atual e assimilem a especial mensagem que Deus nos transmite por ele, sem abandonarem a particular missão que lhes cabe na tarefa de conjunto. «Mal-acomparado», como diz o povo, seria o que acontece em qualquer empresa: quando cada colaborador quer imprimir o seu próprio ritmo, sem respeito pelo das chefias, o desastre é certo. Nesse caso, a falência da empresa está à vista; no nosso caso, quem entraria em falência seríamos nós.


Pe. Hugo de Azevedo