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Contratação laboral

Em parceria com a PMLJ

“O ambiente económico que se vive é de permanente reorganização, o que imprime uma dinâmica diferente daquela que se vivia há uns anos atrás.” Carlos Figueiredo, responsável de Recursos Humanos da Jerónimo Martins, introduziu o workshop sobre Contratação Laboral, realizado na AESE, a 11 de maio de 2018.

“As empresas vivem um contexto altamente competitivo, agressivo, em que há cada vez mais players, com uma necessidade constante de se reinventarem.” Porém, falar-se em “reestruturação” é ainda “uma ameaça a evitar”. “Na verdade, muitas das empresas que hoje existem, sem reestruturação, já não estariam a operar no mercado.”

Carlos Figueiredo alertou os participantes para fatores críticos que não devem ser descurados, pois as empresas que optam por dispensar colaboradores, vão continuar a atuar no mercado e a contratar. Os clientes não são indiferentes à forma como as reestruturações são geridas e, com base nisso, constroem uma opinião sobre a instituição.

Mariana Paiva, da PMLJ, prosseguiu a sessão debruçando-se sobre questões específicas como: a caducidade, a revogação e o despedimento, figuras jurídicas previstas em situações de cessação do contrato de trabalho.

Numa entrevista feita à margem do workshop, Nuno Morgado, da PMLJ, e o Prof. José Rámon Pin, resumiram os desafios que se colocam às empresas e aos colaboradores, na aplicação do Direito laboral em contexto corporativo.

Muitas vezes, quando uma empresa se desloca para um outro país, um dos aspetos a ter em conta, é a legislação laboral que esse país tem. “Portanto”, diz o Prof. Pin, “o departamento dos Recursos Humanos de cada empresa tem de ter, senão um especialista, assessores para esse tema legislativo tão importante.” Na verdade, comparativamente ao passado, as empresas têm hoje um desfio acrescido: “para fazerem as pessoas felizes, as empresas não têm apenas de ser produtivas, têm de ensinar e melhorar as capacidades das pessoas que lá trabalham.”

Nuno Morgado sublinhou o esforço que tem sido feito na revisão da lei laboral, procurando adaptá-la para fazer face a situações há muito conhecidas e preocupantes. Esta mudança reflete uma preocupação em melhorar efetivamente o ambiente de trabalho.

Para aceder à entrevista completa clique aqui