Paulo Teixeira Pinto

Realizar o PADE da AESE constituiu para mim uma experiência surpreendente. Não que não esperasse aumentar o meu nível de conhecimentos - porque esse era, afinal, o propósito que me conduziu à inscrição nesse Programa.

 

Não que desconhecesse a qualidade e a diversidade de áreas a trabalhar - porque tinha já a apreciação que outras pessoas minhas conhecidas me haviam transmitido fruto da sua anterior experiência pessoal na participação no PADE.

 

Mas o efeito de surpresa - boa surpresa, note-se - radicou na dimensão não meramente técnica que cruzou a animação da generalidade das sessões de trabalho. Fossem estas de finanças ou de marketing, de operações ou de direção de pessoas. Transversal às dezenas de casos estudados e discutidos, esteve sempre presente, a par com a pressuposta necessidade de tudo questionar, que a vida real - também a dos negócios - se faz de, com e para homens. E que um homem, antes de ser mão de obra ou empresário, é uma Pessoa. Num tempo em que só os números parecem ser critério para avaliar o desempenho, recentrar o verdadeiro conhecimento não pode deixar de constituir uma lição gratificante.

 

Paulo Teixeira Pinto