Carlos Amado

As minhas vivências como médico especialista do S.N.S., de Instituições Privadas e as minhas responsabilidades no setor de Medicina Ocupacional, permitiram-me uma visão rica e diversificada da “realidade médica Nacional”.

 

Com o passar dos anos, acentuou-se cada vez mais, a lacuna de conhecimentos de gestão, que procurámos compensar quer com leituras variadas e discussões pontuais, quer com outros colegas, quer, sobretudo, com amigos de elevada formação noutros ramos do conhecimento.

 

Nestes últimos dez anos, foi-nos presente no quotidiano da nossa vivência, o crescente aumento da longevidade dos nossos pacientes, as evoluções técnicas que permitiam a sua cura e a necessidade premente da urgência nessas mesmas terapêuticas.

 

A obrigatoriedade de programar a rotina com previsível antecedência, resultava agora, não só dos acidente de trabalho, mas também dos acidentes do desporto, de alta energia e acima de tudo do aumento da esperança de vida.

 

Concomitantemente, víamos aparecer, quase diariamente, novos produtos farmacêuticos, novos conceitos de tratamentos médicos e cirúrgicos, assentes em novos materiais, novas tecnologias e novas medicações.

 

Penetrámos cada vez mais no ataque direto às diversas patologias, munidos cada vez de melhor informação e sustentados em técnicas cada vez mais sofisticadas.

 

Os conflitos com a aquisição dos produtos mais sofisticados eram frequentes e a desadaptação entre as instalações e as novas tecnologias cada vez mais evidentes.

 

Tudo isto permanecia, direi mesmo crescia, por maior que fosse, a boa vontade das Administrações.

 

Portanto, em face de uma população envelhecida, com uma Administração desfasada da realidade, e com uma separação cada vez mais nítida entre os diferentes tipos de cuidados médicos, foi-se “instalando” em mim a necessidade de aprender novas técnicas de gestão que me levassem a distinguir o trigo do joio, com novos modelos de Direção Multidimensional, que me permitissem ver como é possível prestar assistência otimizada em locais próprios, desde o domicílio ao Hospital.

 

Toda a literatura me fornecia informação, faltando-me sempre a formação.

 

Procurei, pois, um Programa que me preenchesse lacunas, quer na visão organizacional Macro e Micro de todas as questões, quer no aspeto concreto da Direção, escalonando problemas pelo grau, pela qualidade e urgência da sua solução, procurando assim obter o máximo da rentabilidade com a maior eficácia dentro do que a ética me impõe.

 

Estas foram as motivações, que me levaram em boa hora até à AESE, procurando no PADIS a resposta para estas questões. Encontrei-as, quer na excelente organização do Programa, quer na experiência fornecida por todos os palestrantes, quer na interpenetrabilidade dos saberes resultantes dos trabalhos em comum, e acima de tudo na experiência das suas diversas formações.

 

Estamos seguros que este conjunto de conhecimentos nos vai permitir atingir os fins pretendidos na Instituição em que nos encontramos.

 

 

Carlos Amado

Diretor Clínico do HPP-Saúde Centro | 6º PADIS