João Varandas

É preciso ter um desejo sincero de ampliar o conhecimento no comportamento Humano e Ética, nos Sistemas de Informação, na Comunicação, nas Operações de Inovação e Tecnologia, na Política de Empresa, no Setor da Saúde e Empresa Familiar e na Contabilidade, no Controlo e Finanças, para frequentar o PADIS.

 

O ânimo e entusiasmo aliado certamente a novas perspetivas, constituíram alguns dos incentivos. Vivemos momentos de alegria e situações de alguma angústia, porque julgávamos ter soluções para tudo e, muitas das vezes, na conclusão da discussão dos casos, verificámos não ter encontrado as resoluções mais acertadas, mas a alegria com que nos encontrávamos, soube superar todas as dificuldades que são normais existirem nos processos de aprendizagem e desenvolvimento das capacidades.

 

Ao olharmos para o tempo que aqui passámos, é particularmente importante o contributo perspicaz e único que recebemos, ajudando-nos a melhor compreender as complexidades sociais, económicas e empresariais do mundo em constante processo de mudança.

 

O empenho e a vivacidade das intervenções fizeram-nos esquecer, por momentos, a época de egoísmo, distanciamento e isolamento em que vivemos.

 

A frequência do IV PADIS constituiu, para mim, um salto qualitativo formidável, não só pelo que aprendi, como pelos erros cometidos na análise do caso.

 

Num olhar atento sobre o IV PADIS, é minha convicção que desenvolvemos a capacidade de partilha, a liberdade da inteligência e o respeito pela participação.

 

Podemos concluir que o saldo foi muito positivo. Soubemos resistir nas mãos de verdadeiros compêndios da arte da boa e consistente decisão.

 

É pelas obras que se conhece o Homem; o Programa de Alta Direcção de Instituições de Saúde é uma grande obra. Pela minha parte, vou tentar honrar a oportunidade de nele ter participado.

 

Uma palavra para a visita que efetuámos à Clínica Universitária de Navarra: o fator cultural e estrutural que ali encontrámos, abona o mérito de quem a dirige (nas normas, nos valores, na cultura e, sobretudo, na visão estratégica).

 

Se neste momento alguém me perguntasse se o PADIS correspondeu às nossas expectativas, eu diria que não: EXCEDEU-AS.

 

Aqui aprendemos 2 coisas valiosas:

 

a) não há progresso nem reformas tecnológicas sem as pessoas e é nelas que nós devemos apostar;

b) que vamos cometer erros; isso não é grave, porque reconhecê-los e emendá-los só nos elevará; a gravidade consiste na sua persistência.

 

Finalmente, uma última reflexão: não há tecnologia nem aposta nas pessoas se não formos capazes de transmitir uma visão e, por isso, galvanizar todo um serviço para a melhoria da qualidade.

 

 

João Varandas

Diretor do Serviço de Urgência | Centro Hospitalar de Lisboa - Zona Central