Luís Monteiro

Se quisermos definir o mundo de hoje numa palavra, essa palavra poderá ser mudança. A mudança pressente-se na economia, nas empresas, nos estilos de vida, na forma como encaramos a sociedade ou as prestações sociais.

 

A mudança tem sido o tom de discursos inflamados e é um dos clichés preferidos de políticos que pretendem manter-se na crista da onda.

 

Mas não só impressiona a mudança, como a rapidez com que esta se faz, seguramente com a ajuda da sociedade de informação. Estas caraterísticas colocam novos desafios a organizações, líderes, executivos ou empresários, envolvendo-os em novas formas de pensar a gestão.

 

E quando falamos em gestão na área da saúde, a estes desafios da transformação rápida, junta-se a própria complexidade do setor, que todos reconhecemos. As Instituições de Saúde estão a mudar a uma velocidade vertiginosa. Daí a necessidade que senti, de aprofundar os meus pontos de vista em relação ao que de novo existe em métodos de gestão e, ao mesmo tempo, aprender a melhorar o meu processo de decisão.

 

A opção do PADIS para (re)fazer a minha formação, foi seguramente uma boa escolha. Saliento como importante o facto do grupo de participantes ter proveniências, percursos e currículos diversos (estou a falar de médicos, enfermeiros, administradores hospitalares, engenheiros), o que facilita o aprender a pensar os problemas colocados, de uma forma multidisciplinar.

 

Ouvir as experiências e os testemunhos dos outros participantes foi mais uma forma de aprendizagem.

 

Com a escolha do chamado “Método de Caso”, fica assegurada a discussão de situações reais, com a análise de tomada de decisão a ser feita em conjunto pelos docentes e pelos participantes. Deve ser realçado este método que, no meu entender, contribui em grande parte para o sucesso da formação.

 

Apraz-me também registar o pendor humanista das intervenções dos docentes, que souberam juntar ao ensino do rigor da gestão moderna, os valores da humanidade e da ética.

 

Ao valorizar a coesão e o conhecimento entre os participantes (sendo o habitual almoço um pormenor curioso para essa coesão), o PADIS mantém no grupo um elevado nível de motivação para a aprendizagem.

 

A visita da Clínica Universitária de Navarra, permitindo partilhar conhecimentos com uma Instituição de reconhecida qualidade, é uma atividade de referência do curso. As opiniões dos diferentes responsáveis com quem contactámos e o modelo de organização observado, vão influenciar a forma como encaramos os desafios nas nossas Organizações.

 

Desta forma, considero ter atingido na sua maior parte os objetivos do PADIS, dos quais realço a melhoria da capacidade para organizar, motivar e dirigir e também “ter pena que o PADIS chegue ao fim”.

 

 

Luís Monteiro

Diretor Clínico Adjunto | Hospital da Prelada