AESE insight #125
[av_section min_height='' min_height_px='95px' padding='no-padding' shadow='no-border-styling' bottom_border='no-border-styling' bottom_border_diagonal_color='#333333' bottom_border_diagonal_direction='' bottom_border_style='' scroll_down='aviaTBscroll_down' custom_arrow_bg='#f37421' id='' color='main_color' custom_bg='#ffffff' src='' attachment='' attachment_size='' attach='scroll' position='top left' repeat='no-repeat' video='' video_ratio='16:9' overlay_opacity='0.5' overlay_color='' overlay_pattern='' overlay_custom_pattern='' av_element_hidden_in_editor='0'][/av_section] [av_one_full first min_height='' vertical_alignment='' space='' custom_margin='' margin='0px' padding='0px' border='' border_color='' radius='0px' background_color='' src='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_heading heading='Artigos e Recomendações de leitura' tag='h1' style='blockquote modern-quote' size='48' subheading_active='subheading_above' subheading_size='12' padding='15' color='custom-color-heading' custom_font='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size='' admin_preview_bg=''] AESE insight #125 > Thinking ahead [/av_heading] [/av_one_full] [av_hr class='default' height='50' shadow='no-shadow' position='center' custom_border='av-border-thin' custom_width='50px' custom_border_color='' custom_margin_top='30px' custom_margin_bottom='30px' icon_select='yes' custom_icon_color='' icon='ue808' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide=''] [av_section min_height='' min_height_px='500px' padding='default' shadow='no-shadow' bottom_border='no-border-styling' bottom_border_diagonal_color='#333333' bottom_border_diagonal_direction='scroll' bottom_border_style='scroll' scroll_down='' custom_arrow_bg='' id='' color='main_color' custom_bg='' src='' attach='scroll' position='top left' repeat='no-repeat' video='' video_ratio='16:9' video_mobile_disabled='' overlay_enable='' overlay_opacity='0.5' overlay_color='' overlay_pattern='' overlay_custom_pattern='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av_element_hidden_in_editor='0'] [av_one_third first min_height='' vertical_alignment='av-align-top' space='' margin='0px' margin_sync='true' padding='0px' padding_sync='true' border='5' border_color='' radius='0px' radius_sync='true' background_color='' src='' attachment='' attachment_size='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_image src='https://www.aese.pt/wp-content/uploads/2025/04/Fotos-oradores.png' attachment='8224268' attachment_size='full' align='center' styling='' hover='' link='post,12013' target='' caption='' font_size='' appearance='' overlay_opacity='0.4' overlay_color='#000000' overlay_text_color='#ffffff' animation='no-animation' admin_preview_bg=''][/av_image] [av_heading tag='h3' padding='10' heading='Eduardo Pereira ' color='' style='blockquote modern-quote' custom_font='' size='' subheading_active='subheading_below' subheading_size='15' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''] Diretor do PGL Porto e Professor de Fator Humano da AESE Business School [/av_heading] [/av_one_third][av_two_third min_height='' vertical_alignment='av-align-top' space='' margin='0px' margin_sync='true' padding='0px' padding_sync='true' border='5' border_color='' radius='0px' radius_sync='true' background_color='' src='' attachment='' attachment_size='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_heading tag='h3' padding='10' heading='Haverá pior cego…? ou Os pontos cegos da liderança' color='' style='' custom_font='' size='' subheading_active='' subheading_size='15' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''][/av_heading] [av_textblock size='' font_color='' color='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size='' admin_preview_bg=''] "Não há pior cego do que aquele que não quer ver". A sabedoria deste adágio popular é de entendimento fácil (ou assim parece), e já foi utilizado em inúmeras obras literárias, mas a primeira menção a esta exata expressão é difícil de precisar. Talvez a forma mais antiga conhecida seja “(…) povo insensato, e sem coração, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis”* . Mas esta não corresponde exatamente à mesma frase.O sentido da expressão de “não haver pior cego” é que a cegueira voluntária dá-se quando alguém se recusa a reconhecer a verdade ou a realidade, e pode configurar-se como mais prejudicial ainda do que a cegueira física, por ser uma escolha deliberada de ignorância.
Existem outras expressões próximas tais como "Antes cego dos olhos, que cego da alma" ou "O preconceito é a cegueira da razão".
Se a palavra “preconceito” for usada no sentido de discriminação de pessoas, poderemos entender que discriminar alguém através de certo preconceito, moralmente reprovável, não terá fundamentos na razão. Isso mesmo se observa nas nossas relações humanas, quando se torna difícil eliminar um desses preconceitos meramente através de argumentos racionais para com essa pessoa. A pessoa não se demove, a sua razão estará “cega”.
Por outro lado, também se pode referir ao sentido etimológico original, mais amplo, preconceito como um “conceito formado previamente, que influencia o nosso bom julgamento de uma determinada situação”. Preconceito, neste sentido estaria aproximado do termo “enviesamento” (bias, em inglês). "The human understanding when it has once adopted an opinion draws all things else to support and agree with it.“**
O enviesamento cognitivo acontece quando tendemos a usar, interpretar, e favorecer informações que confirmam as nossas crenças pré-existentes, e ao mesmo tempo dando menos relevância a informações contrárias. Ou seja, o preconceito não nos “cegará” totalmente a razão, mas pelo menos fará com quem o nosso uso dela não seja pleno.
A todos os líderes, o pleno uso da razão parece ser fulcral para tomarem boas (ou seja, prudentes) decisões. Assim, pela lógica, se é preciso não “cegar” a minha razão, então devo evitar o enviesamento e o preconceito (ou “pré-conceito”). No entanto, “pré-conceitos” são elementos que estamos constantemente a usar no exercício da gestão das organizações e na atuação de liderança, e ainda bem. Podem ser ferramentas muito úteis na tomada de decisão. A nossa experiência fortalece um conjunto de convicções que podem tornar as nossas decisões mais eficazes e sobretudo mais eficientes, rápidas. Não faria sentido partirmos todos os dias para um trabalho munidos apenas de uma “folha em branco”, começando e recomeçando, sem nenhum conceito prévio. Nem seria eficiente que, para cada situação que exigisse a nossa decisão, usássemos exaustiva e constantemente toda a informação disponível. Por vezes, “fechar um olho” parece ser mais adequado, se a nossa função prática é orientada ao “getting things done”.
Na obra de Homero, encontram-se umas criaturas caracterizadas por certa falta de visão, os ciclopes, que possuíam apenas um olho. Os ciclopes têm um significado simbólico rico e plural: podem representar a ausência de civilização, a barbárie, uma oposição de força bruta face à inteligência (de Ulisses). O seu olho singular pode ser interpretado como a existência de uma visão limitada, unidimensional e incapaz de perceber nuances, contrastando com a astúcia e perspicácia do herói da Odisseia. No entanto, os ciclopes também têm um lado positivo na mitologia (posterior), como produtores e construtores (seriam “engenheiros de chão de fábrica”?), são os ferreiros divinos que fabricavam raios para Zeus e armas para os deuses, e também lhes é atribuída a construção de colossais muralhas.
Este simbolismo da mitologia pode ajudar-nos a perceber que, por vezes, para nos focarmos numa tarefa específica, uma construção ou fabricação concreta, poderá ser útil não se “ver” tudo, e ter “apenas” um determinado ângulo de visão.
Como foi dito anteriormente, o mais provável é que o preconceito (e o enviesamento) não cegue totalmente a nossa razão, mas apenas crie alguns “pontos cegos” (blind spots ****, em inglês) que evitam que consigamos usar toda a informação disponível, e consequentemente a razão plena.
No caso específico do exercício da liderança (que será desenvolvido a seguir) é o que se tem chamado de “leadership blind spot” mas existem outros tipos de “pontos cegos” relevantes, e também já abordados na literatura, por exemplo:
- Os “blind spots” no autoconhecimento pessoal – pode ser a situação em que desconhecemos algo sobre nós próprios, e que muitas vezes os outros até conhecem, e bem. Veja-se a conhecida ferramenta de psicologia “Janela Johari” e como nos relembra a importância de nos abrirmos ao feedback daqueles que nos rodeiam, sejam nossos aliados ou inimigos.
- Os “blind spots” ao nível de uma organização – estes podem desenvolver-se numa organização como um mecanismo de defesa para lidar com problemas resultantes das tentativas sucessivas para implementar estratégias ou objetivos irrealistas. Esses objetivos irrealistas originam processos de divisão, de culpabilização e de idealização entre as pessoas, e que permitem que a organização persista em linhas de ação provadamente malsucedidas 3 . Num nível menos estratégico, das funções de uma organização, há inúmeros tipos de “pontos cegos” que podem ser observados. Apenas para citar alguns: 1) na área financeira ao se ignorarem certos dados (financeiros e não financeiros) que têm impacto no desempenho, e também nos casos em que se ignoram riscos que sejam difíceis de quantificar e expressar em termos numéricos; 2) na área de operações ao não se calcular com precisão e regularidade a capacidade da força de trabalho, ou nos casos em que se planeie para condições médias sem ter em conta possíveis variações importantes; 3) na área do marketing ao se focar excessivamente na marca deixando de “ver” a experiência do cliente, ou nos casos em que se criam segmentos rígidos que não refletem a complexidade das identidades do cliente.
- Os “blind spots” ao nível de uma comunidade inteira (ou uma corporação) – Um livro recente tratou este assunto usando como exemplo empírico os diversos pontos cegos no sistema de saúde americano com casos reais, tais como: a falta de transparência em resultados hospitalares, a "cultura do silêncio" entre médicos que não reportam erros ou práticas questionáveis de colegas, cirurgias e procedimentos desnecessários realizados por razões financeiras, informações inadequadas para os pacientes tomarem decisões informadas, o marketing hospitalar enganoso, a tecnologia médica adotada sem evidências adequadas de eficácia, entre outros. O autor argumenta que esses pontos cegos contribuem significativamente para erros médicos, que ele sugere serem a terceira principal causa de morte nos Estados Unidos.
Especificamente sobre pontos cegos da liderança (“Leadership blind spots”) que devemos evitar, apresentam-se alguns exemplos dos mais comuns.
Sobrestimar as próprias forças. É muito frequente que avaliemos as nossas capacidades de forma mais positiva do que os nossos colaboradores as percebem. Justamente quando temos pouca experiência numa certa área do conhecimento pode levar a que nos consideremos mais competentes do que realmente somos, por ignorarmos o potencial. A nossa posição hierárquica, e as funções associadas como as de avaliação dos outros, pode reduzir a vontade dos nossos colaboradores oferecerem críticas construtivas, e o efeito de "isolamento do poder" resultar em menos oportunidades para receber feedback honesto e direto. Além disso, dá-se aqui também um enviesamento cognitivo relacionado com uma certa “arrogância do sucesso”, quando o sucesso passado pode criar excesso de confiança ou mesmo arrogância, e os sucessos são atribuídos às nossas próprias competências, enquanto os fracassos são explicados por fatores externos.
Avaliar positivamente (apenas) pessoas semelhantes. Acontece quando selecionamos e recrutamos, mas também quando promovemos, pessoas com características semelhantes a nós próprios. Este processo origina equipas excessivamente homogéneas que depois partilham dos mesmos pontos cegos que nós próprios. Isto origina também que fiquemos com “cegueira” para talentos atípicos, ou seja não conseguirmos reconhecer o potencial em pessoas que tenham percursos, formação, e traços não convencionais, e/ou diferentes dos nossos.
Avaliar apenas o que é (facilmente) mensurável. Em parte, é o velho dilema objetividade versus subjetividade, em que muitas vezes damos maior ênfase ao que conseguimos medir com rigor, do que àquilo que é realmente importante. Por exemplo, é frequente que nos procuremos escudar num excessivo foco nas políticas formais negligenciando a cultura informal, as normas culturais reais e a própria identidade das outras pessoas. Leva muitas vezes a que os resultados se convertam no único fim em si mesmo, à custa da indiferença à forma como esses resultados são alcançados, por exemplo quando subestimamos o impacto da cultura no desempenho.
Delegar de forma insuficiente. Quando delegamos formalmente mas continuamos a controlar exageradamente cada detalhe e até interferindo na atividade da pessoa a quem delegámos, pode dar-se a ilusão que estamos a “ver” mais e melhor, pois afinal estamos mais “em cima”. No entanto, a realidade é tudo ao contrário: deixamos de ver que o delegado não tem responsabilidade, nem tem o poder necessário para tomar decisões, e que nos devolvem problemas, que nós aceitamos receber em vez de orientarmos e capacitarmos para que encontrem soluções. Dá-se a chamada “microgestão” e a falha em empoderar as pessoas adequadamente. Seja qual for a razão para o fazermos (perfeccionismo, medo de perder o controlo, o prazer que temos na execução, ou a falta de confiança), estas ações impedem a delegação efetiva.
Cair na armadilha dos “pontos cegos” normalmente não acontece por desonestidade, mas sim por descuido. No entanto a desonestidade também pode acontecer.
Pauline Stacey foi assassinada em Londres, pelo seu companheiro, que assim esperava herdar a sua fortuna. O mistério adensou-se porque ela estava totalmente sozinha quando caiu no poço do elevador do seu prédio, no preciso instante em que o presumível suspeito do crime estava a fazer uma “performance” em público, na sua varanda uns andares acima, com inúmeras testemunhas que o ilibavam perfeitamente. Tudo é desvendado no conto ficcional *****, de Chesterton, quando finalmente o detetive da história revela um detalhe que mais ninguém, exceto o assassino e a sua irmã, conhecia: Pauline torna-se totalmente cega, já há muito tempo, mas conseguiu esconder esse fato de quase todos.
Imaginemos agora dois tipos de situação: um quando uma pessoa finge que sabe algo que realmente não sabe, e outro quando a pessoa finge que não sabe algo que sabe. Este último caso é muito mais frequente nos dias de hoje, apesar de poder ser menos evidente. Em inúmeras discussões, reuniões, publicações, opta-se por não dizer tudo, não confrontar, ou porque não possuímos argumentação suficiente, ou porque dá trabalho, ou porque queremos “ficar bem” e não ir “contracorrente”. Estes dois tipos de situação não devemos chamar nem confundir com os “blind spots”, mas poderão ser chamados de “desonestidade intelectual”.
1) (Jeremias 5:21) 2) (Francis Bacon, Novum Organum) 3) Fotaki, Marianna, and Paula Hyde. "Organizational blind spots: Splitting, blame and idealization in the National Health Service." Human relations 68.3 (2015): 441-462. 4) (livro "Blind Spots" de Dr. Martin Makary, cirurgião e professor no Johns Hopkins University School of Medicine) 5) (“O Olho de Apolo”, de Gilbert Keith Chesterton) [/av_textblock] [/av_two_third][av_hr class='default' height='50' shadow='no-shadow' position='center' custom_border='av-border-thin' custom_width='50px' custom_border_color='' custom_margin_top='30px' custom_margin_bottom='30px' icon_select='yes' custom_icon_color='' icon='ue808' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide=''] [/av_section][av_section min_height='' min_height_px='500px' padding='default' shadow='no-shadow' bottom_border='no-border-styling' bottom_border_diagonal_color='#333333' bottom_border_diagonal_direction='scroll' bottom_border_style='scroll' scroll_down='' custom_arrow_bg='' id='' color='main_color' custom_bg='' src='' attach='scroll' position='top left' repeat='no-repeat' video='' video_ratio='16:9' video_mobile_disabled='' overlay_enable='' overlay_opacity='0.5' overlay_color='' overlay_pattern='' overlay_custom_pattern='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av_element_hidden_in_editor='0'] [av_one_third first min_height='' vertical_alignment='av-align-top' space='' margin='0px' margin_sync='true' padding='0px' padding_sync='true' border='5' border_color='' radius='0px' radius_sync='true' background_color='' src='' attachment='' attachment_size='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_image src='https://www.aese.pt/wp-content/uploads/2025/04/Fotos-oradores-1.png' attachment='8224325' attachment_size='full' align='center' styling='' hover='' link='manually,http://www.aese.pt/aese-insight-125-2/' target='' caption='' font_size='' appearance='' overlay_opacity='0.4' overlay_color='#000000' overlay_text_color='#ffffff' animation='no-animation' admin_preview_bg=''][/av_image] [av_heading tag='h3' padding='10' heading='Reindustrialização da Europa: uma prioridade adiada? Diagnóstico da situação atual' color='' style='blockquote modern-quote' custom_font='' size='' subheading_active='subheading_below' subheading_size='15' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''] António Manuel Vaz, Professor de Operações da AESE Business School [/av_heading] [/av_one_third][av_one_third min_height='' vertical_alignment='av-align-top' space='' margin='0px' margin_sync='true' padding='0px' padding_sync='true' border='5' border_color='' radius='0px' radius_sync='true' background_color='' src='' attachment='' attachment_size='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_image src='https://www.aese.pt/wp-content/uploads/2025/04/Luís-Cabral-Fotos-oradores.png' attachment='8224270' attachment_size='full' align='center' styling='' hover='' link='manually,http://www.aese.pt/aese-insight-125-3/' target='' caption='' font_size='' appearance='' overlay_opacity='0.4' overlay_color='#000000' overlay_text_color='#ffffff' animation='no-animation' admin_preview_bg=''][/av_image] [av_heading tag='h3' padding='10' heading='Os pobres decidem mal' color='' style='blockquote modern-quote' custom_font='' size='' subheading_active='subheading_below' subheading_size='15' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''] Luís Cabral, Professor da Universidade de Nova Iorque e colaborador na AESE Business SAchool [/av_heading] [/av_one_third][av_one_third min_height='' vertical_alignment='av-align-top' space='' margin='0px' margin_sync='true' padding='0px' padding_sync='true' border='5' border_color='' radius='0px' radius_sync='true' background_color='' src='' attachment='' attachment_size='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [/av_one_third][/av_section][av_hr class='default' height='50' shadow='no-shadow' position='center' custom_border='av-border-thin' custom_width='50px' custom_border_color='' custom_margin_top='30px' custom_margin_bottom='30px' icon_select='yes' custom_icon_color='' icon='ue808' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide=''] [av_one_full first min_height='' vertical_alignment='' space='' custom_margin='' margin='0px' padding='0px' border='' border_color='' radius='0px' background_color='' src='' background_position='top left' background_repeat='no-repeat' animation='' mobile_breaking='' mobile_display=''] [av_heading tag='h1' padding='15' heading='As recomendações de leitura' color='custom-color-heading' style='blockquote modern-quote' custom_font='' size='48' subheading_active='' subheading_size='12' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''] AESE insight #108 > Thinking ahead [/av_heading] [av_textblock size='' font_color='' color='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size='' admin_preview_bg=''] How AI Can Help Managers Think Through Problems What Sets AI-Driven Companies Apart How AI is transforming strategy development 6 Ways AI Changed Business in 2024, According to Executives [/av_textblock] [/av_one_full] [av_hr class='default' height='50' shadow='no-shadow' position='center' custom_border='av-border-thin' custom_width='50px' custom_border_color='' custom_margin_top='30px' custom_margin_bottom='30px' icon_select='yes' custom_icon_color='' icon='ue808' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide=''] [av_section min_height='' min_height_px='500px' padding='default' shadow='no-shadow' bottom_border='no-border-styling' bottom_border_diagonal_color='#333333' bottom_border_diagonal_direction='scroll' bottom_border_style='scroll' scroll_down='' custom_arrow_bg='' id='' color='main_color' custom_bg='' src='' attach='scroll' position='top left' repeat='no-repeat' video='' video_ratio='16:9' video_mobile_disabled='' overlay_enable='' overlay_opacity='0.5' overlay_color='' overlay_pattern='' overlay_custom_pattern='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av_element_hidden_in_editor='0'] [av_heading tag='h1' padding='15' heading='Tip of the week' color='custom-color-heading' style='blockquote modern-quote' custom_font='' size='48' subheading_active='' subheading_size='12' custom_class='' admin_preview_bg='' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='' av-medium-font-size-title='' av-small-font-size-title='' av-mini-font-size-title='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size=''] AESE insight #108 > Thinking ahead [/av_heading] [av_textblock size='' font_color='' color='' av-medium-font-size='' av-small-font-size='' av-mini-font-size='' admin_preview_bg=''] “In the business world, the rearview mirror is always clearer than the windshield.” Warren Buffett [/av_textblock] [/av_section] [av_hr class='default' height='50' shadow='no-shadow' position='center' custom_border='av-border-thin' custom_width='50px' custom_border_color='' custom_margin_top='30px' custom_margin_bottom='30px' icon_select='yes' custom_icon_color='' icon='ue808' av-desktop-hide='' av-medium-hide='' av-small-hide='' av-mini-hide='']